AS COMEMORAÇÕES





1. Em geral[1]: O que se estabelece a respeito das comemorações vale tanto para a Missa como para o Ofício, tanto na ocorrência como na concorrência.

2. As comemorações são privilegiadas ou ordinárias. As comemorações privilegiadas se fazem em Laudes, Vésperas e em todas as Missas; entretanto, as comemorações ordinárias se fazem somente em Laudes, nas Missas conventuais e em todas as Missas Rezadas.


3. As comemorações privilegiadas são as comemorações[2]:

a) do Domingo;

b) do dia litúrgico de I classe;

c) dos dias durante a oitava da Natividade do Senhor;

d) das férias das Quatro Têmporas do mês de setembro;

e) das férias do Advento, da Quaresma e da Paixão;

f) das Ladainhas Maiores, na Missa.

Todas as demais comemorações são comemorações ordinárias.


4. No Ofício e na Missa de São Pedro[3] sempre se faz comemoração de São Paulo e vice-versa. Esta comemoração se denomina inseparável; e as duas orações são de tal modo consideradas unidas em uma que, na computação do número de orações, deve ser tida como se houvesse apenas uma. Portanto:

a) no Ofício de São Pedro ou de São Paulo, a oração do outro Apóstolo, se agrega em Laudes e nas Vésperas à oração do dia sob uma única conclusão, sem a antífona e o versículo;

b) na Missa de São Pedro ou de São Paulo, a oração do outro Apóstolo se agrega, sob única conclusão, à oração do dia;

c) mas todas as vezes que a oração de um Apóstolo deve ser acrescentada a modo de comemoração, a esta oração se acrescenta imediatamente a outra, antes de todas as outras comemorações.


5. A regra para admitir comemorações, é esta[4]:

a) nos dias litúrgicos de I classe e nas Missas Cantadas não conventuais, não se admite nenhuma comemoração, exceto uma privilegiada;

b) nos Domingos de II classe admite-se somente uma comemoração, isto é, de uma festa de II classe, a qual, entretanto, se omite se deve fazer uma comemoração privilegiada;

c) nos outros dias de II classe, se admite somente uma comemoração, a saber, ou uma privilegiada ou uma ordinária;

d) nos dias litúrgicos de III e IV classe, se admitem somente duas comemorações.


6. Além do mais, observam-se estas normas no que se refere às comemorações e orações[5]:

a) o Ofício, a Missa ou comemoração de alguma festa ou mistério de uma Pessoa Divina, exclui a comemoração ou oração de outra festa ou mistério da mesma Divina Pessoa;

b) o Ofício, a Missa ou comemoração do Domingo exclui a comemoração ou oração da festa ou mistério do Senhor e vice-versa;

c) o Ofício, a Missa ou comemoração do Tempo exclui outra comemoração do Tempo;

d) igualmente, o Ofício, a Missa, ou comemoração da Santíssima Virgem Maria, ou de algum Santo ou Beato exclui outra comemoração ou oração na qual se implora a intercessão da mesma Santíssima Virgem Maria, do mesmo Santo ou Beato: o que, entretanto, não vale para a oração do Domingo ou da féria, na qual se menciona a invocação do mesmo Santo.

7. A comemoração do Tempo se faz em primeiro lugar. Para admitir e ordenar as outras comemorações, guarde-se a ordem da tabela de precedência.[6] Omite-se qualquer comemoração que supera o número estabelecido para cada dia litúrgico.[7]


 

[1] RG nn. 106-108. [2] RG n. 109. [3] RG n. 110. [4] RG n. 111. [5] RG n. 112. [6] RG n. 113. [7] RG n. 114.


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