AS MISSAS DE DEFUNTOS EM GERAL





1. As Missas dos defuntos em geral[1]

As Missas pelos defuntos que se celebram no dia da Comemoração de todos os defuntos, concordam com o Ofício; todas as demais Missas pelos defuntos são distintas do Ofício.

Nas Missas de defuntos não se faz nenhuma comemoração do Ofício do dia corrente. As Missas de defuntos são de I, II, III ou IV classe; de cada uma delas se tratará nos números seguintes.


2. Proíbe-se toda Missa de defuntos, mesmo a exequial[2]:

a) nas igrejas e oratórios onde, por qualquer razão, acontece a exposição do Santíssimo Sacramento, durante todo o tempo da exposição. Excetuam-se as Missas no dia da Comemoração de todos os fiéis defuntos (RM n. 351);

b) nas igrejas em que há somente uma Missa, enquanto exista a obrigação da Missa conventual, a qual não pode ser cumprida por outro sacerdote; a menos que a mesma Missa conventual possa ou deva ser dita pelos defuntos;

c) nas igrejas em que há somente uma Missa, no dia 2 de fevereiro e na quarta-feira de cinzas, se neles se faz a respectiva bênção das velas ou das cinzas; e nas Ladainhas Maiores e Menores, se se deve dizer a Missa das Rogações.

3. A primeira Missa das assinaladas para o dia da Comemoração dos fiéis defuntos, com as orações próprias marcadas no Missal entre as orações diversas pelos defuntos, se celebra também:

a) pelo Sumo Pontífice, pelos Cardeais, pelos Bispos e Sacerdotes defuntos, em todas as Missas de I, II e III classe;

b) nos aniversários de todos os defuntos de uma Ordem ou Congregação clerical.

4. A Missa In die obitus seu depositionis defuncti se celebra pelos defuntos não sacerdotes:

a) na Missa exequial;

b) nas Missas do dia da morte;

c) nas Missas depois de recebida a notícia da morte;

d) na última sepultura do defunto;

e) no 3º, 7º e 30º dia, mas com suas orações próprias.


5. A Missa marcada “In aniversario defunctorum” se celebra nos aniversários dos defuntos que não são sacerdotes. A Missa “cotidiana” se celebra por todos os defuntos, qualquer que seja seu grau, fora dos dias acima marcados.


6. Quanto às orações nas Missas de defuntos guarde-se o seguinte:

a) todas as Missas dos defuntos, seja Cantada, seja Rezada, dizem-se per se com uma única oração, a menos que tenha que ajuntar a oração imperada pro defunctis, conforme o n. 458 das RM, ou possa acrescentar a oração votiva pelos defuntos, conforme o n. 464 das RM.

b) nas Missas de defuntos de IV classe, se se aplicam por determinados defuntos, se diz a oração conveniente daquelas que o Missal marca entre as orações diversas pelos defuntos; se se aplicam pelos defuntos em geral, ou se ignora a designação, se diz a oração Fidelium.

c) nas Missas pelos defuntos proíbe-se toda oração que não seja pelos defuntos.


7. A sequência Dies irae:[3]

a) deve-se dizer somente nas Missas dos defuntos de I classe. Entretanto, na Comemoração de todos os Fiéis defuntos, se se celebram as três Missas sem interrupção, deve-se dizer a sequência somente na Missa principal, do contrário na primeira Missa; nas demais Missas, a não ser que sejam Cantadas, pode-se omitir;

b) Pode-se omitir nas Missas de II, III e IV classe.

Qualquer Missa de defuntos pode ser ou Cantada ou Rezada.


8. A absolvição sobre o cadáver ou sobre o túmulo:[4]

a) deve-se realizar depois da Missa exequial;

b) pode-se realizar depois das demais Missas de defuntos;

c) pode-se fazer também, por justa causa, depois das Missas que não são de defuntos.


 

[1] RM nn. 390-392. [2] RM nn. 393-401. [3] RM nn. 399-400. [4] RM n. 401.

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