• Apostolado FERR

Explicação do Evangelho do Bom Pastor




II DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA


EVANGELHO

(Jo 10,11-16)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Ioánnem.

IN illo témpore: Dixit Iesus pharisǽis: Ego sum pastor bonus. Bonus pastor ánimam suam dat pro óvibus suis. Mercenárius autem et qui non est pastor, cuius non sunt oves própriæ, videt lupum veniéntem, et dimíttit oves et fugit: et lupus rapit et dispérgit oves: mercenárius autem fugit, quia mercenárius est et non pértinet ad eum de óvibus. Ego sum pastor bonus: et cognósco meas et cognóscunt me meæ. Sicut novit me Pater, et ego agnósco Patrem, et ánimam meam pono pro óvibus meis. Et alias oves hábeo, quæ non sunt ex hoc ovíli: et illas opórtet me addúcere, et vocem meam áudient, et fiet unum ovíle et unus pastor.


Continuação do santo Evangelho segundo São João.

NAQUELE tempo, disse Jesus aos fariseus: Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a sua vida por suas ovelhas. O mercenário, porém, o que não é pastor, de quem não são próprias as ovelhas, vendo chegar o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo rouba e dispersa as ovelhas. O mercenário foge, porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas me conhecem. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai, eu dou a minha vida por minhas ovelhas. Outras ovelhas tenho eu ainda que não são deste aprisco. É preciso que eu as chame também, e ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.


EXPLICAÇÃO


I - Que dizeis deste Evangelho?

É do capítulo X de S. João e põe termo à comovente alegoria do Bom Pastor. Nosso Senhor dirigiu esta alegoria aos Fariseus, depois da injusta sentença destes contra o cego de nascença, que ele acabava de curar, e que foi excluído da Sinagoga por ter feito profissão de fé em Jesus Cristo. Estes doutores odientos e maus, julgavam ser os únicos depositários da ciência, os mestres da Lei e da salvação, e declaravam estranhos ao rebanho de Deus todos aqueles que não eram da sua escola. Para os confundir é que Nosso Senhor se põe em cena, sob a figura encantadora, familiar e tão verdadeira do bom pastor, em oposição aos pastores intrusos, ladrões e mercenários.


Na primeira parte (vers. 1-10, antes do texto do presente Evangelho) o Salvador lhes declarou, primeiro em termos gerais, que todo aquele, que se introduz no aprisco, sem missão legítima, é ladrão; e que só é verdadeiro pastor aquele a quem o porteiro abre a porta. Ele conhece as ovelhas e chama-as pelo seu nome, guia-as e vai adiante delas, e elas conhecem a sua voz e seguem-no, enquanto que fogem do estranho. Como eles não compreendessem, Jesus continuou: Eu sou a porta. Todos aqueles que vieram, (isto é, vós, os chefes da Sinagoga, falsos cristos e falsos doutores) são furtadores e ladrões. Eu sou a porta. Se alguém entra por mim, será salvo, entrará e sairá, e encontrará pastagens. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Mas eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham abundantemente, isto é, sejam cumuladas de toda a espécie de bens.

Ouçamos, agora, com amor e reconhecimento, a continuação desta parábola, em que o coração, tão terno e compassivo do Salvador,se mostra claramente; em que encontramos o resumo do que ele fez por nós e do que nós devemos fazer por ele; em que, finalmente, nos dá a todos, pastores e ovelhas, lições tão preciosas e salutares, Domine, verba vitæ æternæ habes. Loquere, quia audit servus tuus.


II - Que quer dizer: “Ego sum pastor bonus”?

Nosso Senhor pode ser designado por muitos apelativos e figuras; poucas há mais ternas e co-movedoras do que esta imagem do Bom Pastor. Já o Antigo Testamento o promete e anuncia ao mundo sob este título. Assim Deus disse por Ezequiel (XXXIV, 23): Suscitarei sobre as minhas ovelhas um pastor único, Davi meu servo (isto é, o filho de Davi); ele cuidará de as apascentar, e lhes servirá de pastor. - Isaías (XL, II) profetiza: Conduzirá os seus rebanhos às pastagens, como um pastor que apascenta as suas ovelhas; tomará em seus braços os cordeiros, e acalentá-los-á em seu seio, e ele mesmo levará as ovelhas cheias. E o próprio Jesus acrescenta em S. Lucas (XV, 5) esta nota: Ele procura a ovelha desgarrada e a transporta aos seus ombros.


Ego sum pastor bonus. Só Jesus tem o direito de se chamar o bom pastor, em contraste com os ladrões estranhos e mercenários; só ele pode dizer-se bom, porque é Deus: Nemo bonus, nisi solus Deus: “Solus bonus, solus pastor, solus pastorum Pastor est” (S. Pedro Crisólogo). Aqueles dos seus ministros que, na sua Igreja, mereceram participar desta suave denominação de bons pastores, assim foram chamados por terem sido fiéis às graças e ao espírito de Jesus e por não terem feito senão um com ele.


Ego sum pastor bonus. Ele é o bom pastor, o Pastor por excelência, porque todas as ovelhas lhe pertencem, e porque tem por elas um amor cheio de solicitude e dedicação. É por este sinal infalível, que se reconhece o bom pastor, pelo seu amor às ovelhas que lhe foram confiadas: Só ele pode dizer: Quid ultra debui facere, et non feci?


III - Como é que Nosso Senhor demonstra a sua asserção?

Vai pôr em paralelo o verdadeiro e bom pastor com o pastor mercenário; depois tirará a conclusão, afirmando de novo que é ele o bom pastor, pois que só ele tem as qualidades de bom pastor.


IV - Qual é o meio de reconhecer o bom pastor?

Bonus pastor animam suam dat pro ovibus suis. O bom pastor não só conduz, guarda cuidadosamente, apascenta e vai à frente das suas ovelhas, mas chega até à mais extrema prova de dedicação, dando, se for preciso, a sua vida por elas: Maiorem hac dilectionem nemo habet, ut animam suam ponat quis pro amicis suis.


Ora, Nosso Senhor deu verdadeiramente a vida pelas suas ovelhas, como no-lo testemunha o Evangelho; e foi imitado nisto pelos seus Apóstolos, e por milhares de pastores fiéis e generosos, bispos e padres. É portanto o bom Pastor.


As ovelhas pertencem-lhe, porque as criou e seu Pai lhas deu; para as resgatar à custa do seu sangue, se fez homem: “Agnus redemit oves”... Agnus Dei, qui tollit peccata mundi. Amou-as até morrer por elas, a fim de arrancá-las ao furor do lobo, isto é, à escravidão de Satanás, e “a fim de, como diz S. Pedro Crisólogo, mostrar às ovelhas pela sua morte, o meio de vencer a morte”.


E esta vida, que nos deu à custa da sua, ele no-la conserva incessantemente por meio da sua palavra, que é palavra de vida, e por meio dos seus sacramentos, sobretudo pelo da Eucaristia. É ali que, multiplicando às provas da sua ternura e, ao mesmo tempo, renovando a sua imolação do Calvá-rio, nos alimenta com a sua Carne e o seu Sangue e nos torna participantes da sua vida divina.


Ó Jesus, sois verdadeiramente o nosso bom Pastor; procuraste-nos e livraste-nos, amaste-nos até ao sacrifício da vossa vida por nós, por todos e por cada um. Somos ovelhas vossas, e pertencemo-vos absolutamente; e queremos amar-vos, ouvir-vos, seguir-vos, ser-vos fiéis até à morte.


V - Por que sinais se reconhece o verdadeiro e bom Pastor na Igreja de Deus?

Reconhece-se um bom Pastor pelos sinais seguintes:

1. - O bom Pastor conhece o seu rebanho; chama as ovelhas pelo seu nome, e conhece o temperamento e as necessidades delas.


2. - Conduz-las às pastagens férteis e verdadeiras, educit eas;... pascua inveniet, isto é, tem cuidado de as alimentar, distribuindo-lhes o pão da palavra divina e dos Sacramentos: Pascite qui in vobis est gregem Dei.


3. - Marcha adiante delas, ante eas vadit, isto é, dá-lhes ele mesmo o exemplo de todas as vitudes: In omnibus teipsum præbe exemplum bonorum operum, in doctrina, in integritate, in gravitate,... operarium inconfusibilem, etc.


4. - Vigia por elas, noite e dia, para as defender e livrar do lobo, isto é, dos falsos doutores, dos hereges, dos operários da iniquidade, que andam em volta delas, procurando fazer-lhes mal e devorá-las. Deseja, quanto pode, extirpar do meio do seu rebanho as más companhias, as más leituras, os escândalos de todas as espécies, os espetáculos perigosos... A vigilância é a primeira qualidade dos bispos e dos pastores: Vigiam, diz o Apóstolo, como quem tem de dar conta das vossas almas. (Hebr., XIII, 17).


5. - Sustenta e aquece os cordeiros, isto é, dá às crianças os cuidados que a sua idade juvenil reclama e a formação da inteligência e do coração exige sob o ponto de vista da piedade e do conhecimento da religião. - Tem particular cuidado com as ovelhas fracas, isto é, com os doentes e moribundos. - Corre à procura das ovelhas errantes ou perdidas, isto é, atrás das pobres almas desvairadas no caminho do pecado ou do erro; e, com bondade inteiramente paternal, faz tudo o que pode, para as reconduzir ao aprisco aos seus ombros. E que alegria para o seu coração, quando pôde arrancar a presa ao lobo infernal!


6. - Enfim, ama as suas ovelhas até sacrificar por elas o seu tempo, os seus bens, a sua saúde e a sua vida. Tudo o que tem é delas, e a nada se poupa para as ajudar. Nos tempos de guerra, de perseguição, de peste, expõe e dá generosamente a vida para as salvar, qual mãe pronta a fazer do seu corpo, um escudo de proteção para o filho e observando o preceito de S. João: In hoc cognovimus caritatem Dei, quoniam ille animam suam pro nobis, possuit, et nos debemus pro fratribus animas ponere;... e o do Princípe dos Apóstolos: Pascite qui in vobis est gregem Dei, providentes non coacte, sed spontanee, secundum Deus; nec turpis lucri gratia, sed voluntarie; neque ut dominatores in cleris, sed forma facti gregis ex animo.


Cum apparuerit Princeps pastorum, percipietis immarcessibilem gloriæ coronam. Ó padres do Senhor, eis a recompensa prometida à vigilância e ao zelo pastoral; examinemo-nos diante de Deus, e vejamos se a mereceríamos desde agora, por termos cumprido bem até aqui todos estes graves deveres dum bom Pastor.


VI - Qual o retrato que Nosso Senhor faz do pastor mercenário?

Mas o mercenário, aquele que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo e abandona as ovelhas, e foge, e o lobo arrebata as ovelhas e dispersa-as. O bom pastor, como acabamos de ver, é aquele a quem pertencem as ovelhas e que as ama até se expor e sacrificar por elas. O mercenário, ao contrário, é aquele que se aluga para guardar as ovelhas, não porque as ame, mas unicamente por interesse pessoal, em atenção ao salário. Não procura, pois, o bem das ovelhas, de que se desinteressa, mas as suas próprias vantagens e proveito. Por isso, logo que se apercebe do menor perigo, apenas o lobo aparece, não pensa senão em si mesmo, e foge; abandona as ovelhas e só se preocupa com salvar-se a si e não se expõe por elas. Vede em Ezequiel (XXXIV, 1-4), as censuras que o Senhor dirige a estes mercenários egoístas e cruéis.


VII - Quais são, na Igreja de Deus, os pastores mercenários?

O Salvador acaba de fazer o retrato do mercenário, para avisar e acautelar as suas ovelhas, mas sobretudo os seus ministros; e, depois dele, S. Paulo caracteriza-o com uma penada, a esse pastor assalariado: Omnes quæ sua sunt quærunt, non quæ Iesu Christi.


O pastor mercenário é, pois, aquele que penetra no rebanho por ambição, intriga e cupidez. Mas, sobretudo, é aquele que não vê nas dignidades ou nos empregos eclesiásticos, senão um bom meio de enriquecer; que estima e avalia as funções sagradas pelo proveito que delas aufere; que não procura senão o ganho temporal; que presta os seus cuidados, principalmente àqueles de quem espera algumas vantagens, e despreza os pobres e os pequenos; que, por covardia e preguiça, evita a fadiga, o trabalho e o perigo; que tem sempre medo de comprometer a sua fortuna, o seu bem estar e a sua saúde; que se cala quando deveria clamar contra o lobo; que não ousa opor-se ao mal, com receio de comprometer o seu repouso, ou o favor dos poderosos do mundo. Videt lupum venientem, et fugit.


Não tomemos sempre esta fuga do pastor mercenário no sentido de fuga corporal; pois, o mais das vezes, significará culpável negligência, egoísmo, falta de zelo e de solicitude, principalmente nos dias maus, etc. O lobo é Satanás, com as suas tentações e as dos seus auxiliares, seja qual for o nome que usem, isto é, todos aqueles que corrompem as almas com maus exemplos, com discursos e escritos imorais e ateus.


O mercenário procede assim, porque é mercenário e procura os seus próprios interesses, e não se importa com as ovelhas, as quais não ama com amor sincero e generoso. - Ai dos pastores mercenários, porque terão o seu salário (e que salário!) só neste mundo; e, além disso, o Príncipe dos pastores, o Senhor de todo o rebanho, reclamará deles o sangue das ovelhas que se perderam por culpa sua. E que perigo, que desgraça para o rebanho, se é conduzido e, sobretudo, se mereceu ser conduzido por um pastor mercenário! Pois muitas vezes, quando Deus quer castigar uma freguesia, dá-lhe um pastor negligente e mudo, que deixa degolar as ovelhas.


A Deus não apraza, ó sacerdotes do Senhor, que nos tornemos, pela nossa infidelidade à graça e aos deveres da nossa vocação, tristes instrumentos de tal castigo, de tão funesta perdição das almas!... E vós, cristãos, acautelai-vos de merecê-lo pelo vosso endurecimento e pelas vossas revoltas!


VIII - Que quer dizer: “Ego sum Pastor bonus, et cognosco oves meas, etc.”

Depois de ter indicado os sinais por onde se reconhece e distingue o bom Pastor do mercenário, o Salvador afirma de novo, que é ele o bom Pastor, e dá uma dupla prova disso: 1.º conhece as suas ovelhas e elas o conhecem; 2.º dá voluntariamente a vida por elas.


Cognosco oves meas. Jesus, com efeito, conhece as suas ovelhas, não com simples conheci-mento ordinário e especulativo, mas conhece-as pelo coração, pelo amor com que distingue (como só ele pode distinguir) as almas dignas da vida eterna, os predestinados. Conhece-as ainda intimamente pelos traços de semelhança que gravou nelas, pelos sentimentos de caridade que lhes comunicou, pelas boas obras que lhes inspira. - Por isso assegura que as suas ovelhas reciprocamente o conhecem: Et cognoscunt me meæ. Os verdadeiros fiéis, com efeito, conhecem Jesus Cristo pela fé e pela caridade, que lhes põem a descoberto as suas perfeições infinitas e lhes recordam os seus benefícios.


O Salvador pode dizer das suas queridas e fiéis ovelhas: Eu conheço-as e elas conhecem-me. - E até onde vai este conhecimento mútuo? onde se encontra o seu tipo e a sua medida? Como meu Pai me conhece, e como eu conheço meu Pai. Que extraordinário e arrebatador mistério! Felizes almas que conhecem Jesus, isto é, que compreendem os tesouros infinitos da sua bondade, da sua misericórdia, da sua caridade, que penetram pelo amor até ao santuário de seu Coração sagrado, e sabem saborear todas as suas doçuras e virtudes! Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris! O primeiro sinal, pois, do bom Pastor é esta reciprocidade de conhecimento entre ele e as suas ovelhas.


O segundo é a dedicação que tem por elas. Poderá haver maior dedicação do que lutar energicamente pela salvação das ovelhas e dar a sua vida por elas? Este modelo de pastores pode dizer com verdade: Abandonei pelo meu rebano a minha casa e a minha família, isto é, o Céu e os Anjos, e de bom grado, voluntariamente, dei a minha vida pelas minhas ovelhas: Et animam meam pono pro ovibus meis.


Ai! apesar de tanto amor, quantas ovelhas infiéis e ingratas, que não se importam de conhecer e amar a Jesus, que o esquecem, desprezam e ofendem incessantemente! Ó Jesus, nosso bom Pastor,


não permitais que sejamos do número dessas más ovelhas! Esclarecei o nosso coração, a fim de que vos conheçamos cada vez mais e vos amemos de todo o nosso coração. Meus irmãos, diz S. Pedro, foi ele quem levou sobre a cruz a pena dos nossos pecados, a fim de que, renunciando à iniquidade, vivamos para a justiça. Pelas suas chagas fomos curados; porque vós ereis ovelhas desgarradas, mas agora voltastes Àquele que é o Pastor e o Bispo das vossas almas.


XI - Que quer dizer Nosso Senhor por estas palavras: “alias oves habeo, etc.”?

É ainda uma nova prova do seu amor, que é verdadeiramente infinito e se estende a todos sem exceção, ao encontro das ideias falsas e estreitas dos Fariseus e dos Judeus, que pretendiam ser os únicos com direito aos benefícios do Messias e do reino dos Céus: “Valde ingrati sunt pretio suo, diz Santo Agostinho, aut multi superbi sunt, qui dicunt se tam magnos esse, pro quibus solis illud sit datum”. Ao mesmo tempo é uma profecia, que anuncia a conversão dos Gentios, e que não cessa de realizar-se desde há dezenove séculos.

- Nosso Senhor veio para todo o gênero humano, todos os homens são ovelhas suas; a todos ama e por todos morreu, e quer a salvação de todos. Ofereceu a fé primeiramente às ovelhas de Israel, aos Judeus, que eram o seu povo privilegiado. Mas alias oves habeo quæ non sunt ex hoc ovili; são todas as nações pagãs, ou heréticas, ou cismáticas, que ainda não são ou já não são do redil, isto é, da Sinagoga, e da Igreja que a substituiu. Et illas oportet me adducere; enviar-lhes-á os seus Apóstolos, e os sucessores destes no decurso dos séculos, porque quer conduzi-las também à fé, à Igreja, à salvação eterna. Et vocem meam audiunt, e elas receberão a minha doutrina, os meus preceitos e os meus meios de santificação. Et fiet unum ovile et unus pastor, e então não haverá senão um só rebanho, a Igreja católica, formada dos Judeus e dos Gentios, e um só Pastor, Jesus Cristo no Céu, e neste mundo o Papa, seu Vigário.


Ó Jesus, bom Pastor, quando acontecerá assim? Quantos estrangeiros, povos e indivíduos, estão ainda fora do vosso rebanho! Apressai esse feliz momento! Multiplicai o número dos Apóstolos, dos missionários, e dignai-vos enchê-los do vosso espírito, do vosso zelo e da vossa graça. Preparai, tocai os corações dessas pobres ovelhas desvairadas, a fim de que aceitem a boa nova, e vos conheçam, adorem e amem. Oxalá vos vejamos dentro de pouco a reinar, ó Rei de mansidão, sobre todas as nações! Que todos os homens vos obedeçam, como ovelhas fiéis a seu bom pastor! Senhor, conce-dei ao mundo este bem soberano da unidade, unitatem fidei, e da verdade junta à caridade, que é o sinal do vosso reino e do vosso repouso em nossas obras: Unus Dominus, una fides.


Graças, ó doce Salvador, pelos vossos divinos ensinamentos. Mas, quando entro em mim mesmo, quanto receio se apodera de mim! Tenho sido para vós uma boa ovelha? posso dizer que vos conheço e que vos amo? - Além disso, vós vos dignastes chamar-me à honra de apascentar uma porção do vosso rebanho querido; posso crer que cumpro para com ele todos os deveres de bom pastor? Oh! dai-me a graça de o ser, para que um dia mereça a recompensa que haveis prometido, e de ser acolhido com todos os verdadeiros pastores e todas as ovelhas fiéis no único redil e nas pastagens do Céu. Assim seja.



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