• Apostolado FERR

"Foi uma cerimônia comovente!"



Notícia sobre a Sagração de Dom Fernando Rifan



Foi uma cerimônia emocionante, e em vários aspectos: na beleza e na dignidade da liturgia, na piedade e alegria transbordante e no número de sacerdotes religiosos e fiéis presentes, nos cânticos etc. Parecia uma festa do Céu.


Os preparativos, a alegria desta sagração começou no dia 28 de junho, dia do anúncio da nomeação de Dom Fernando para Coadjutor de Dom Licínio. A partir de então começaram os preparativos, a distribuição dos trabalhos, etc. Neste últimos dias houve muito trabalho: preparar o pavilhão da Fundação Rural de Campos (único lugar coberto da cidade capaz abrigar a grande número de pessoas) parar torná-lo digno de uma das cerimônias mais solenes da Santa Igreja, montar o imenso tablado destinado ao presbitério, adornar tudo, ensaiar as cerimônias e os cânticos, imprimir as lembranças e folhetos necessários, conseguir assentos para a maioria das pessoas, organizar estadia para os vários padres que vieram de outras dioceses e de outros países, etc. 18 de agosto.


Enfim chegou o grande dia. Às seis horas da manhã, terminavam os últimos preparativos, O pavilhão da Fundação Rural de Campos estava transformado numa imensa catedral. Um grande cortinado vermelho servia de fundo para o altar; enormes arranjos de flores amarelas e brancas, contrastando com o vermelho da cortina tornava o lugar digno do ato que nele iria se realizar. O altar principal com seus candelabros barrocos e relicários tirava totalmente a impressão de algo improvisado. Um grande crucifixo dominava todo o presbitério. Dos dois lados do altar, Nossa Senhora e S. João Maria Vianney. No enorme pavilhão estavam distribuídas milhares de cadeiras para os fiés. Aos poucos iam chegando os ônibus e carros de várias cidades da região. Notava-se em todos uma alegria muito grande.


Um pouco antes da cerimônia os féis tiveram uma grande alegria: A chegada de Dom Licínio. Apoiado em sua “bengalinha” e recebido com aplausos espontâneos da grande multidão, Dom Licínio, apesar de seu estado de saúde, acompanhou toda a cerimônia como 2.º co-sagrante. Às nove horas da manhã: os 100 eclesiásticos presentes foram à entrada do pavilhão para receber e Eminentíssimo Cardeal Sagrante, Dom Darío Castrillón Hoyos. “Ecce Sacerdos Magnus” “Eis grande sacerdorte”, entoa o coro, acompanhado pelo órgão e pelos sonoros trompetes. Com sua grande capa vermelha Dom Darío Castrillón entrou solenemente abençoando o povo que não se conteve e aplaudiu entusiasmado. Os ministros se prepararam na sacristia e logo após teve início a belíssima cerimônia.


Em procissão os eclesiásticos se dirigiram ao local da Santa Missa, enquanto os trompetes e o órgão executavam a imponente marcha episcopal, composta para a ocasião. Chegando ao altar, o 1º co-sagrante, Dom Alano Pena, Bispo de Nova Friburgo, dirigiu ao Sagrante principal o pedido de que se procedesse à sagração. Seguindo as normas da Santa Igreja, o Sagrante interrogou se se possuia o Mandato Apostólico, ou seja, o documento através do qual o Santo Padre manda que se realize a Sagração Episcopal. Recebendo resposta afirmativa, o Sagrante mandou que ele fosse lido e assim se fez.


E a cerimônia continuou com o exame do Eleito, a ladainha de todos os santos, a imposição das mãos, matéria da sagração e o prefácio onde estão as palavras consecratórias: “CONCEDEI-LHE A PLENITUDE DA MISSÃO SACERDOTAL. CUMULAI-O COM A IRRADIAÇÃO DA VOSSA GLÓRIA, SANTIFICAI-O COM O ORVALHO DA CELESTE UNÇÃO”. Neste momento a Igreja ganhou mais um Bispo, mais um sucessor dos Apóstolos, escolhido por aquele que faz as vezes de Cristo na terra, o Papa.


Em seguida veio a unção da cabeça do novo Bispo, enquanto se invocava o Espírito Santo com o hino Veni Creator. Continuou-se depois o prefácio onde se vai pedindo a Deus que cumule o Novo Bispo com todas as virtudes necessárias a seu cargo. Logo após, a unção mãos, e a entrega das insígnias episcopais: o BÁCULO, símbolo da missão do Bispo como Pastor de almas; assim como o pastor de ovelhas, tem seu cajado para proteger suas ovelhas, o bispo, Pastor das almas também tem o seu. O ANEL, símbolo da fidelidade do Bispo para com a Igreja; e o LIVRO DOS EVANGELHOS que o bispo deverá pregar.


No Ofertório, o novo Bispo acompanhado pelos Co-Sagrantes e pelos capelães, se dirigiu e ao trono do Sagrante para oferecer alguns presente simbólicos: duas velas, dois pães e dois pequenos barris de vinho, lembrando o pão e o vinho que se usa para Santa Missa e os círios usados na Santa Missa que também simbolizam a fé que o Bispo deve ter e pregar.


No fim da Santa Missa o novo bispo recebe a mitra que, com suas duas partes, simboliza o Antigo e o Novo Testamento; simboliza também a proteção divina (como um capacete) e também o poder de governo do Bispo. Depois de receber a mitra o novo Bispo é entronizado, tomando assim posse de seu cargo. É um momento comovente; em silêncio, o Sagrante principal e os co-sagrantes, conduzem o bispo ao trono e o apresentam ao povo. Porém um dos momentos mais marcantes é quando, logo após ser entronizado, enquanto se canta o Te Deum o hino por excelência de ação de graças, o novo bispo percorre todo o templo abençoando o povo. Neste momento foi impossível primeiro conter as lágrimas, e em seguida os aplausos da multidão, feliz e comovida ao receber pela primeira vez a bênção de seu novo Pastor. Encerrando cerimônia o Novo Bispo deu sua primeira bênção pontifical, e, em seguida agradecendo àquele que o Sagrou, desejou-lhe muitos anos de vida, cantando três vezes: Ad multos annos!


Dom Fernando no fim dirigiu umas comoventes palavras e o cortejo saiu em procissão ao som da Marcha Pontifícia: “Ó Roma Eterna... dos Apóstolos... Mãe e Mestra da Verdade... A voz de Pedro na tua o mundo escuta... Salve Santo Padre... Vivas tanto mais que Pedro”. A alegria e o entusiasmo dos fiéis em parte contidos até então, puderam se externar com os vibrantes brados durante a procissão de saída. Viva a Santa Igreja Católica! Viva o Santo Padre! Cristo Vence! Cristo Reina! Cristo Impera! Viva Dom Licínio! Viva Dom Fernando! Viva Dom Antonio de Castro Mayer!


Depois da foto na entrada do pavilhão, o cortejo voltou para a sacristia, encerrando-se assim esta cerimônia, que, sem dúvida ficará para sempre gravada na retina daqueles que tiveram a alegria de vê-la. Queremos manifestar através de nosso site, nossa gratidão e nosso amor ao Santo Padre, por sua paternal solicitude para com este pequeno rebanho aqui do Brasil.


No Natal do ano passado, na carta que sua Santidade se dignou escrever a Dom Licínio e aos Padres da então União sacerdotal, ele prometia a Dom Licínio um sucessor. Eis que menos de um ano depois a sua promessa já se vê concretizada. Obrigado, Santo Padre! Queremos mais uma vez manifestar nossa submissão a Vossa Santidade, o Sucessor de São Pedro, o “Doce Cristo na terra”! Por nada deste mundo queremos nos separar desta pedra sobre a qual Jesus fundou sua Igreja! UBI PETRUS IBI ECCLESIA! ONDE ESTÁ PEDRO, AÍ ESTÁ A IGREJA! E NÓS, PORQUE QUEREMOS ESTAR SEMPRE COM A IGREJA, QUEREMOS ESTAR SEMPRE COM PEDRO! CUM PETRO ET SUB PETRO!


Nossos mais sinceros agradecimentos ao Eminentíssimo Dom Darío Castrillón Hoyos Cardeal Prefeito da Sagrada Congregação para o Clero, que veio de Roma exclusivamente para realizar esta sagração episcopal e que tanto tem feito pela nossa Administração Apostólica. Obrigado, Eminência! Nosso muito obrigado ao Eminentíssimo Sr Dom Eugênio Sales, Cardeal Emérito do Rio de Janeiro, presente na cerimônia, a Dom Carlos Aberto Navarro, Arcebispo Metropolitano de Niterói; a Dom Roberto Gomes Guimarães, Digníssimo Bispo Diocesano de Campos, ausente por motivo de saúde, mas representado pelo Excelentíssimo Mons. Joaquim Ferreira Sobrinho, Vigário Geral da Diocese e Campos. Obrigado, Dom Roberto, por todo apoio que nos tem dado e conte com as orações de todos os padres e fiéis da Administração Apostólica, pela restabelecimento da saúde de Vossa Excelência!


Agradecimentos especiais a Dom Alano Pena, bispo diocesano de Nova Friburgo e primeiro co-sagrante, a Dom Manoel Pestana Filho, Bispo diocesano de Anápolis, Goiás, a Dom José Palmeiro Mendes, Abade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Finalmente nosso mais vivo e sincero reconhecimento a Dom Licínio Rangel nosso Administrador Apostólico, pelo esforço enorme que fez para estar presente na cerimônia, como segundo co-sagrante.


Que Nosso Senhor o conserve ainda muitos anos junto de nós. AD MULTOS, MULTOS ANNOS!!!





Fonte: Administração Apostólica


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