• Apostolado FERR

Missa da Assunção de Nossa Senhora


15 de agosto

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

I classe, paramentos brancos

Maria escolheu a melhor parte.

No final do verão, quando o fruto está amadurecendo nos jardins e prados, a Igreja celebra a maior festa da colheita, que anuncia o retorno do outono litúrgico. O fruto mais precioso que floresceu na terra do reino de Deus está hoje depositado nos celeiros celestes: Maria, a Santíssima Virgem.

A Festa da Assunção

O que celebramos neste dia?

a) Sobretudo a morte de Maria, festa da “Dormitio”, como costumávamos chamar. Para a Igreja, o aniversário da morte dos Santos é seu nascimento para o céu!

b) É então a recepção de Maria no Paraíso. A liturgia retrata a chegada da Mãe de Deus como uma procissão nupcial, como uma marcha triunfal.

c) E mais ainda: celebramos a coroação de Maria como Rainha dos Santos. No entanto, é um pensamento particularmente caro à piedade popular e ao misticismo da Idade Média, ao qual a liturgia dá menos importância.

d) Finalmente, a Igreja pensa na Assunção corporal de Maria ao céu, embora a liturgia também não insista neste fato. Sobre a morte da Santíssima Virgem, não temos documentos históricos certos; nem mesmo sabemos a localização (segundo a tradição: Éfeso ou Jerusalém).

A Assunção é uma das festas mais antigas da Santíssima Virgem. Foi originalmente celebrada em 18 de janeiro; o imperador Maurício (582-602) fixou a data atual.

A Missa

Desde a promulgação como dogma do mistério da festa da Assunção, um novo formulário de Missa foi prescrito de acordo com o decreto da Congregação dos Ritos, de 31 de outubro de 1950. Este enfatiza ainda mais do que a anterior a dignidade soberana de Maria.

A missa começa imediatamente com esta imagem do Apocalipse: “A mulher vestida de sol, a lua a seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas”. Pode haver imagem mais sublime da Rainha do céu que brilha com o esplendor das estrelas? Maria é a primeira criatura a entrar, inclusive corporalmente, na glorificação de Cristo; podemos, portanto, cantar uma “um cântico novo”. A palavra “novo” tem um significado muito eminente na liturgia e quer indicar o mundo sobrenatural; na terra a nova vida da graça, no outro mundo, “um novo céu e uma nova terra”.


Se considerarmos o Salmo 97 como um todo, pensamos que a Mãe de Deus entrou na corte celestial como a primeira criatura humana glorificada; assim, “o Senhor revelou a sua salvação e desvelou a sua justiça perante os olhos do mundo”. Pela fé, “todos os países da terra vêem a salvação do nosso Deus”. Agora toda a criação presta homenagem ao primeiro ser humano glorificado, Maria. Porque a criação vê nela os primeiros frutos da sua própria glorificação.


A nova Coleta observa que “a Virgem Imaculada” e “Mãe do Filho de Deus ressuscitou“ em corpo e alma nos esplendores do céu”: tira-se daí uma dupla aplicação: que aqui embaixo estamos “sem cessar ocupados com as coisas do céu” e “que compartilhemos um dia na sua glória”. A Coleta, portanto, indica o valor vital do mistério da festa. É o que também pedimos na festa da Ascensão: “viver com o coração no céu”.


A Epístola é retirada do Livro de Judite. O louvor desta mulher heroica é dirigido a Maria, que pisou na serpente: “O Senhor te abençoou com a sua força; pois por ti aniquilou nossos inimigos”. Assim, Maria “é mais abençoada do que todas as mulheres da terra... porque o Senhor guiou a sua mão para cortar a cabeça do nosso maior inimigo”. Temos aqui um eco do texto da Vulgata no Gêneses: “vai esmagar a sua cabeça”. A Epístola fala, portanto, da tarefa de Maria na história da salvação que, como Imaculada Mãe do Salvador, participou ativamente na derrota do demônio. A Epístola adiciona novamente esta frase emprestada de outro capítulo do mesmo Livro: “Vós sois a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a coroa do nosso povo”.


O Evangelho também é totalmente novo. O antigo que relatava a discussão entre as duas irmãs (Marta e Maria) tinha o defeito de não falar da Mãe de Deus; mas para o amigo da liturgia tinha a vantagem de apresentar o versículo da comunhão “Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada”. A nova perícope transporta-nos à casa de Santa Isabel, que continua a saudação do Anjo: “Bendita es tu entre todas as mulheres e o fruto do teu ventre é bendito”. Portanto, aqui temos uma frase respondendo à da Epístola. Então, ouvimos parte do Magnificat nos lábios de Maria. Podemos imaginar a Santíssima Virgem cantando, ao chegar ao céu, o seu primeiro Magnificat solene.

(Dos comentários de Dom Pius Parsch,

Le guide dans l’année liturgique)



INTRÓITO

(Ap 12,1; Sl 97,1)

SIGNUM magnum appáruit in cælo: múlier amicta sole, et luna sub pédibus eius, et in cápite eius coróna stellárum duódecim. PS. Cantáte Dómino cánticum novum: quóniam mirabília fecit. Glória Patri.


UM grande sinal apareceu no céu: uma mulher revestida com o Sol, tendo a lua sob os seus pés e na cabeça uma coroa com doze estrelas. SL. Cantai ao Senhor um cântico novo, pois Ele fez maravilhas. Glória ao Pai.

COLETA

OMNÍPOTENS sempitérne Deus, qui Immaculátam Vírginem Maríam, Fílii tui genitrícem, córpore et ánima ad cæléstem glóriam assumpsísti : concéde, quǽsumus ; ut, ad superna semper inténti, ipsíus glóriæ mereámur esse consórtes. Per eúndem Dóminum.


ONIPOTENTE e sempiterno Deus, que elevastes em corpo e alma até à glória celestial a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Vosso Filho, concedei-nos, Vos suplicamos, que, tendo nós sempre presente ao nosso espírito os dons celestiais, mereçamos tornar-nos participantes da mesma glória. Pelo mesmo nosso Senhor.

EPÍSTOLA

(Jd 13, 22-25; 15,10)

Léctio libri Iudith.

BENEDÍXIT te Dóminus in virtúte sua, quia per te ad níhilum redégit inimícos nostros. Benedícta es tu, fília, a Dómino Deo excelso, præ ómnibus muliéribus super terram. Benedíctus Dóminus, qui creávit cælum et terram, qui te direxit in vúlnera cápitis príncipis inimicórum nostrórum ; quia hódie nomen tuum ita magnificávit, ut non recédat laus tua de ore hóminum, qui mémores fúerint virtútis Dómini in ætérnum, pro quibus non pepercísti ánimæ tuæ propter angústias et tribulatiónem géneris tui, sed subvenísti ruínæ ante conspéctum Dei nostri. Tu glória Ierúsalem, tu lætítia Israël, tu honorificéntia pópuli nostri.


Lição do Livro de Judite.

O SENHOR te abençoou com seu poder e por ti aniquilou os nossos inimigos. Bendita és tu, ó filha, entre todas as mulheres, ante o Senhor Deus Altíssimo, e bendito é o Senhor, que criou o céu e a terra e dirigiu os teus passos para cortares a cabeça do chefe dos nossos inimigos; pois, hoje, de tal modo Ele engrandeceu o teu nome que nunca mais o teu elogio se apagará na boca dos que eternamente se lembrarem do poder do Senhor, por amor dos quais não poupaste a tua vida, ao ver as angústias e tribulações do teu povo, antes impediste a sua ruína na presença do nosso Deus. Tu és a glória de Jerusalém, a alegria de Israel e a honra do nosso povo.

GRADUAL

(Sl 44,11-12;44,14)

AUDI, fília, et vide, et inclína aurem tuam, et concupíscet rex pulchritúdinem tuam. V. Tota decóra ingréditur fília Regis, textúræ áureæ sunt amíctus eius.


OUVI, ó filha, vede e aplicai os vossos ouvidos: e o Rei cobiçará a vossa formosura! V. A filha do Rei entra toda gloriosa no seu palácio: os seus vestidos são tecidos de brocado de ouro.

ALELUIA

ALLELÚIA, allelúia. V. Assumpta est María in cælum : gaudet exércitus Angelórum. Allelúia.


ALELUIA, aleluia. V. Maria foi elevada ao céu em corpo e alma: alegra-se o exército dos Anjos. Aleluia.

EVANGELHO

(Lc 1,41-50)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Lucam.

IN illo témpore: Repléta est Spíritu Sancto Elisabeth et exclamávit voce magna, et dixit : Benedícta tu inter mulíeres, et benedíctus fructus ventris tui. Et unde hoc mihi ut véniat mater Dómini mei ad me ? Ecce enim ut facta est vox salutatiónis tuæ in áuribus meis, exsultávit in gáudio infans in útero meo. Et beáta, quæ credidísti, quóniam perficiéntur ea, quæ dicta sunt tibi a Dómino. Et ait María : Magníficat ánima mea Dóminum ; et exsultávit spíritus meus in Deo salutári meo ; quia respéxit humilitátem ancíllæ suæ, ecce enim ex hoc beátam me dicent omnes generatiónes. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius, et misericórdia eius a progénie in progénies timéntibus eum.


Continuação do santo Evangelho segundo São Lucas.

NAQUELE tempo: Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou, em voz alta: «Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre. E donde me vem a mim que a mãe do meu Senhor venha até mim? Porquanto, desde que a voz da vossa saudação chegou a meus ouvidos, o meu filho exultou de alegria no meu seio! Bem-aventurada sois, porque acreditastes que se há-de cumprir o que vos foi dito da parte do Senhor». Maria disse então: «Minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, que se dignou olhar para a humildade da sua serva; por isso, eis que todas as gerações me chamarão bem-aventurada. Pois Aquele que é omnipotente, e o seu nome é santo, operou em mim maravilhas, e a sua misericórdia multiplicar-se-á de geração em geração sobre os que O temem».

Credo.


OFERTÓRIO

(Gn 3,15)

INIMICÍTIAS ponam inter te et mulíerem, et semen tuum et semen illíus.


POREI inimizades entre ti e a Mulher, e entre a tua prole e a sua Prole.

SECRETA

ASCÉNDAT ad te, Dómine, nostræ devotiónis oblátio, et, beatíssima Vírgine María in cælum assumpta intercedénte, corda nostra, caritátis igne succénsa, ad te iúgiter ádspirent. Per Dóminum.


SUBA até Vós, Senhor, a oblação da nossa piedade; e, por intercessão da beatíssima Virgem Maria, elevada ao céu em corpo e alma, permiti que, abrasados nossos corações no fogo da caridade, continuamente por Vós aspirem. Por nosso Senhor.

Prefácio de Nossa Senhora (Et te in Assumptióne).

COMUNHÃO

(Lc 1,48-49)

BEÁTAM me dicent omnes generatiónes, quia fecit mihi magna qui potens est.

BEM-AVENTURADA me chamarão todas as gerações, pois Aquele, que é omnipotente, operou em mim maravilhas.

PÓSCOMUNHÃO

SUMPTIS, Dómine, salutáribus sacraméntis: da, quǽsumus; ut, méritis et intercessióne beátæ Vírginis Maríæ in cælum assúmptæ, ad resurrectiónis glóriam perducámur. Per Dóminum nostrum.


TENDO recebido, Senhor, os Vossos salutares sacramentos, concedei-nos, Vos suplicamos, que, pelos méritos e intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, elevada ao céu em corpo e alma, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por nosso Senhor.

RECURSOS:


COMENTÁRIOS LITÚRGICOS: Dom Gueranger

Partes próprias da Missa: partituras

Intróito: áudio

Coleta em tom solene: partitura

Epístola: partitura / áudio

Gradual: áudio

Aleluia: áudio

Evangelho: partitura-antiquior / áudio

Ofertório: áudio

Comunhão: áudio

Póscomunhão em tom solene: partitura

Sermão:

Meditação:


SIGA-NOS:

  • YouTube
  • Twitter ícone social
  • Pinterest
  • Facebook ícone social

© 2020 Apostolado FERR - Forma Extraordinária do Rito Romano