• Apostolado FERR

Missa do Domingo da Ressurreição


DOMINGO DA RESSURREIÇÃO

Estação em Santa Maria Maior

I classe, paramentos brancos

Significação deste Tempo. – É o período que vai do Domingo de Páscoa até o sábado depois de Pentecostes. Três grandes festas se celebram neste espaço de tempo: a Páscoa ou Ressurreição, a Ascensão e a descida do Divino Espírito Santo (Pentecostes). Tão antiga como a Igreja, a festa da Páscoa regulou a distribuição do Ano eclesiástico. O Mistério pascal preparado pela Quaresma e prolongado até Pentecostes, irradia sobre quatro meses do ano cristão: e todo o resto do ano é apenas uma preparação ou uma expansão desta solenidade.

Jesus Cristo, o Sol da justiça, brilha hoje em toda a sua plenitude. Sua Ressurreição é a prova mais brilhante e incontestável de sua divindade. É, pois, com razão, que a santa Igreja, em transportes de alegria, celebra o triunfo definitivo de Nosso Senhor e associa todos os seus filhos à sua gloriosa Ressurreição, fazendo-os renascer para uma vida nova. Esta vida nova tem a sua origem no Batismo. Por este motivo este Sacramento ocupa um lugar de relevo na liturgia pascal. Administravam-no solenemente na noite do Sábado Santo: e durante toda a oitava, os novos batizados, como filhos recém-nascidos, absorviam todos os cuidados da santa Madre Igreja. Entretanto esta Mãe pensa também em nós durante este Tempo. Jesus Cristo combateu também por nossas almas. Sobre as ruínas do “velho homem”, Ele quer fundar o seu reino de graça. Cumpre, pois, exterminar de nós o pecado, único obstáculo à nossa ressurreição. Eis porque a Igreja nos convida com tanta insistência para o Sacramento da penitência!

Nossos sentimentos neste Tempo. – O Cristão que alcançou uma perfeita inteligência do que significa o Tempo pascal, e vive e sente com a santa Igreja, compreendeu a vida sobrenatural em toda a sua extensão. Sim, para nós, a Páscoa não é somente a comemoração da Ressurreição de Jesus Cristo; é o início, é o penhor e a garantia da nossa própria. O Batismo nos fez membros de Jesus Cristo. O Espírito Santo, que habita e vive n’Ele, habita e vive também em nós.

Nossos corpos são seus templos. Daí resulta que este Espírito, que ressuscitou a Jesus Cristo, exercerá em todos os membros de seu Corpo místico, as mesmas transformações. Ressuscitaremos e triunfaremos com Ele. Nossa alma, nosso corpo, toda a nossa personalidade, todo este nosso eu, que nos é tão caro, a quem a destruição e o nada horrorizam, conhecerá também este dia vitorioso em que, vencida a morte, se tornará semelhante à humanidade gloriosa do Salvador. E como as festas pascais nos fornecem o penhor infalível desta Ressurreição, torna-se para nós um céu antecipado. A alma cristã, desde já, vive com Jesus Cristo ressuscitado; e toda a liturgia com os seus aleluias sem fim, dá-lhe um antegozo da eternidade.

Particularidades deste Tempo. – Durante este período parece que a santa Igreja olvida por algum tempo a sua condição de militante, a fim de tomar parte nas alegrias da Igreja triunfante. Mais que em qualquer outro tempo, o culto se reveste de um aspecto solene e jubiloso, que contrasta com as tristezas da Semana Santa.

Cântico do céu, o aleluia, banido dois meses dos nossos lábios, ressoa enfim. Dir-se-ia não ter a Igreja outra palavra para exprimir a sua alegria. O Círio pascal, símbolo do Cristo ressuscitado, lá está aceso, atestando até o dia da Ascensão, o Ressurgimento. Um reflorescer de vida sobrenatural se opera na Igreja, como se das festas pascais brotasse uma seiva nova. Águas batismais. Santos óleos. Pão eucarístico. Luz. Fogo. Incenso. Todas estas energias foram renovadas. Suspensos os seus ritos de penitência. Os ornamentos são brancos. O Asperges que purifica é substituído por um hino às águas vivificadoras que acabam de brotar. Fica interrompida a lei do jejum; mesmo nas ordens religiosas mais severas. As Orações se fazem de pé, pois outra atitude, conviria menos a triunfadores. Como todos os domingos do ano comemoram a Ressurreição, a Igreja observa igualmente as duas últimas prescrições.

Missa do dia – A Comunidade religiosa celebra o dia de hoje com Maria Santíssima, que depois dos tormentosos dias da Paixão, tem mais direito ainda às alegrias da Ressurreição. Com Jesus agradeçamos ao Pai Eterno a vitória da Redenção pela qual também nós ressuscitamos para uma vida nova (Introito). O Cordeiro Pascal, imolado e ressuscitado, novamente se imola e ressuscita para nós no santo Sacrifício da Missa (Consagração e Comunhão). A Epístola, a Sequência e o Evangelho nos preparam a termos as devidas disposições. Seja a celebração da santa Missa no dia de hoje, que é a Solenidade das solenidades, a expressão sincera de nossa alegria e gratidão, porque Jesus, ressurgindo, nos deu a vida, uma vida nova na graça.

INTRÓITO

(Sl 138,18,5-6; 1-2)

RESURRÉXI, et adhuc tecum sum, allelúia: posuísti super me manum tuam allelúia: mirábilis facta est sciéntia tua, allelúia, allelúia. PS. Dómine, probásti me, et cognovísti me: tu cognovísti sessiónem meam, et resurrectiónem meam. Glória Patri. Resurrexi.


RESSUSCITEI e ainda estou contigo. Aleluia. Puseste sobre mim a tua mão. Aleluia. Admirável é a tua Sabedoria. Aleluia, aleluia. SL. Senhor, Vós me provastes e me conheceis; sabeis a minha morte e a minha ressurreição. Glória ao Pai. Ressuscitei.

COLETA

DEUS, qui hodiérna die per Unigénitum tuum æternitátis nobis áditum devícta morte reserásti: vota nostra, quæ præveniéndo aspíras, étiam adjuvándo proséquere. Per eúmdem Dóminum nostrum.


Ó DEUS, que no dia de hoje pelo triunfo de vosso Unigênito, vencedor da morte, nos abristes a entrada da eternidade, secundai com o vosso auxílio os votos que a vossa graça em nós suscita. Pelo mesmo Senhor Nosso.

EPÍSTOLA

(1Cor 5,7-8)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Corínthios.

FRATRES: Expurgáte vetus ferméntum ut sitis nova conspérsio, sicut estis ázymi. Etenim Pascha nostrum immolátus est Christus. Itaque epulémur: non in ferménto véteri, neque in ferménto malítiæ, et nequítiæ: sed in ázymis sinceritátis, et veritátis.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

IRMÃOS: Purificai-vos do velho fermento, para que sejais uma nova massa, agora que já sois ázimos; pois o Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Celebremos, portanto, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrução, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.

GRADUAL

(Sl 117,24,1)

HÆC dies quam fecit Dóminus: exsultémus et lætémur in ea. Confitémini Dómino, quóniam bonus: quóniam in sæculum misericórdia ejus.


ESTE é o dia que o Senhor fez; exultemos e alegremo-nos nele. Glorificai o Senhor, porque Ele é bom; porque a sua misericórdia perdura nos séculos.

ALELUIA

(1Cor 5,7)

ALLELÚIA, allelúia. Pascha nostrum immolátus est Christus.


ALELUIA, aleluia. Crista nosso Cordeiro pascal, foi imolado.

SEQUÊNCIA

(Wipon, + 1050)

VÍCTIMÆ Pascháli laudes

Immolent Christiáni.

Agnus redémit oves:

Christus ínnocens

Patri reconciliávit peccatóres.

Mors et vita duéllo

Conflixére mirándo:

Dux vitæ mórtuus,

Regnat vivus.

Dic nobis, María,

Quid vidísti in via?

Sepúlcrum Christi vivéntis,

Et glóriam vidi resurgéntis,

Angélicos testes, sudárium et vestes.

Surréxit Christus spes mea:

Præcédet vos in Galilæam.

Scimus Christum surrexísse

A mórtuis vere:

Tu nobis, victor

Rex miserére. Amen. Allelúia.


Á VÍTIMA pascal, louvor

Imolem os Cristãos.

Cordeiro redimiu as ovelhas:

Cristo inocente, com o Pai,

Reconciliou os pecadores.

A morte e a vida se bateram

Num duelo estranho.

Rei da vida, morto,

Reina vivo.

Dize-nos, Maria,

No caminho, o que havia?

Sepulcro do Cristo, que vive,

E a sua glória que ante os olhos tive.

Testemunhas celestes, sudário e as vestes.

Cristo ressurgiu, minha esperança.

Para a Galileia, antes de vós avança.

Sabemos que o Cristo ressurgiu,

Dos mortos, na verdade.

Ó Rei vitorioso,

De nós tende piedade. Amém. Aleluia.

EVANGELHO

(Mc 16,1-7)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Marcum.

IN illo témpore: María Magdaléne, et María Jacóbi, et Salóme emérunt arómata, ut veniéntes úngerent Jesum. Et valde mane una sabbatórum, véniunt ad monuméntum, orto jam sole. Et dicébant ad ínvicem: Quis revólvet nobis lápidem ab óstio monuménti? Et respiciéntes vidérunt revolútum lápidem. Erat quippe magnus valde. Et introëúntes in monuméntum vidérunt júvenem sedéntem in dextris, coopértum stola cándida, et obstupuérunt. Qui dicit illis: Nolíte expavéscere: Jesum quæritis Nazarénum, crucifíxum: surréxit, non est hic, ecce locus ubi posuérunt eum. Sed ite, dícite discípulis ejus, et Petro, quia præcédit vos in Galilæam: ibi eum vidébitis sicut dixit vobis.


Continuação do santo Evangelho segundo São Marcos.

NAQUELE tempo, Maria Madalena, Maria, Mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para virem embalsamar a Jesus. E no primeiro dia da semana, depois do sábado, logo ao amanhecer, chegaram ao sepulcro, nascido já o sol. E diziam entre si: Quem nos há de tirar a pedra da entrada do sepulcro? E olhando, viram afastada a pedra, que era multo grande. Entrando no sepulcro, viram então um jovem assentado do lado direito, vestido com uma túnica branca; e ficaram assustadas. Ele lhes disse: Não tenhais medo; buscais a Jesus de Nazaré que foi crucificado, ressuscitou, não está aqui; eis o lugar onde O depositaram. Ide, porém, e dizei a seus discípulos e a Pedro, que Ele vos precede na Galileia, ali O vereis como vos disse.


Credo.

OFERTÓRIO

(Sl 75,9-10)

TERRA trémuit, et quiévit, dum resúrgeret in judício Deus. Allelúia.


A TERRA tremeu e silenciou quando Deus se levantou para a julgar, aleluia.


SECRETA

SÚSCIPE, quæsumus, Dómine, preces pópuli tui cum oblatiónibus hostiárum: ut Paschálibus initiáta mystériis, ad æternitátis nobis medélam, te operánte, profíciant. Per Dóminum nostrum.


RECEBEI, Senhor, as preces de vosso povo com a oblação destas dádivas, para que, renovadas pelos Mistérios pascais, por vossa graça nos sirvam de remédio para a eternidade. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Páscoa, Te quidem, Dómine, omni témpore, sed in hac potíssimum die.

Communicántes et Hanc ígitur próprios.

COMUNHÃO

(1Cor 5,7-8)

PASCHA nostrum immolátus est Christus, allelúia: ítaque epulémur in ázymis sinceritátis et veritátis. Allelúia, allelúia, allelúia.


O CRISTO, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Aleluia. Celebremos, portanto, a festa, com os ázimos da sinceridade e da verdade. Aleluia, aleluia, aleluia.

PÓSCOMUNHÃO

SPÍRITUM nobis, Dómine tuæ caritátis infúnde: ut quos sacraméntis Paschálibus satiásti, tua fácias pietáte concórdes. Per Dóminum nostrum... in unitáte ejúsdem.


INFUNDI, Senhor, em nós, o Espírito de vosso Amor, a fim de que, todos os que saciastes com os Sacramentos pascais, por vossa bondade permaneçam em perfeita união. Por Nosso Senhor... na unidade do mesmo.


Diz-se: Ite, Missa est, allelúia, allelúia.

R. Deo grátias, allelúia, allelúia.


Até o sábado in Albis, inclusive.

RECURSOS:

COMENTÁRIOS LITÚRGICOS: Dom Gueranger

Partes próprias da Missa: partituras

Intróito: áudio

Coleta em tom solene: partitura

Epístola: partitura tom comum / tom próprio / áudio

Gradual: áudio

Aleluia: áudio

Sequência: partitura / áudio / áudio

Evangelho: partitura-antiquior / áudio

Ofertório: áudio

Comunhão: áudio

Póscomunhão em tom solene: partitura

Sermão:

Meditação: A ressurreição de Jesus Cristo e a esperança do Cristão



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