• Apostolado FERR

Missa do Domingo de Ramos



SEGUNDO DOMINGO DA PAIXÃO

OU

DOMINGO DE RAMOS

I classe

Começamos a Semana Santa, durante a qual a Igreja celebra os santos Mistérios de nossa Redenção. E ela a preparação última para a Ressurreição de nosso Divino Salvador. Correspondendo à sua alta significação, distingue-se esta Semana por comoventes cerimônias e atos litúrgicos.

Cada dia é privilegiado, de sorte que nenhuma festa pode ser celebrada durante esta semana. As Orações, os Cânticos, as Leituras nos Ofícios e nas Santas Missas relembram os grandes Mistérios de

nossa Redenção.

No Domingo, chamado de Ramos, comemoramos a solene entrada de Jesus em Jerusalém e sua aclamação pelo povo dos judeus. Na Quarta-feira, o grande sinédrio resolve condenar Jesus à morte e judas vende por isso o seu Mestre por trinta dinheiros. Na Quinta-feira, assistimos à última Ceia, ao Lava-pés, à instituição do Sacrifício e do Sacramento da Eucaristia. E acompanhamos a Jesus em oração ao Horto das Oliveiras, vendo a sua prisão e a fuga dos discípulos. Sexta-feira Santa é o dia da condenação do Salvador, de sua Crucifixão e Morte na Cruz. Sábado Santo é o descanso do Senhor na sepultura e o raiar do dia da Ressurreição.

Como vemos, a Igreja se aprofunda mais e mais nos insondáveis Mistérios da Paixão do Salvador, até que a nossa tristeza atinge o mais alto grau nos últimos três dias. Os sinos se calam, os altares são despojados das toalhas. A história da Paixão nos é narrada pelos quatro Evangelistas. O Apóstolo S. Paulo nos exorta para toda a Semana, a participarmos dos sentimentos de Nosso Senhor e de sua Igreja, dizendo na Epístola de Domingo de Ramos : "Hoc enim sentite in vobis quod et in Christo jesu". Tende em vós os mesmos sentimentos que teve Jesus Cristo.

Cuidemos que esta semana seja para nós verdadeiramente santa, esforçando-nos por uma vida mais perfeita para que possamos participar dos frutos de nossa Redenção. Evitemos as distrações supérfluas, para que o nosso espírito possa estar junto a Jesus. Enquanto for possível, assistamos às cerimônias e atos litúrgicos destes dias.

Como os catecúmenos, preparemo-nos para renovar e avivar em nós a graça batismal. Como os penitentes públicos dos antigos tempos, tenhamos bem vivos os sentimentos de dor e arrependimento por nossos pecados, e com toda a santa Igreja, tenhamos firme esperança na vitória final, na Ressurreição com Jesus Cristo para uma vida melhor.

DOMINGO DE RAMOS

É o domingo que precede à festa da Páscoa e dá início à Semana Santa. Domingo de Ramos, Páscoa florida, Domingo das Palmas, assim chamado porque antes da Missa principal se realiza a bênção dos Ramos com procissão.

Desta bênção e desta procissão, já encontramos vestígios claros no século V. Se deveras queremos compreender a liturgia deste domingo, cumpre colocarmo-nos bem no meio do cenário onde se vai desenrolar o doloroso drama, e, para que possamos atingir esse objetivo, útil será recordarmos os acontecimentos dos últimos dias da vida do Divino Salvador aqui na terra.

Jesus à frente de uma romaria vai de Jericó a Betânia, onde se hospeda com seus amigos Lázaro, Maria e Marta, que, para O homenagearem, dão um banquete. É nessa ocasião que Maria unge com aromas a cabeça de Jesus. Indignado com esse desperdício, Judas rompe com seu Mestre. Muita gente vem a Betânia para ver a Jesus e a Lázaro ressuscitado. Com estas multidões parte Jesus no dia seguinte em direção a Jerusalém, passando pelo monte das Oliveiras.

Festiva é sua entrada, como narra o Evangelho. O povo aclama o Messias. Honras dignas de um Rei são-Lhe tributadas, enquanto os fariseus cada vez mais enraivecem. Contemplando a cidade, Jesus chora, lastimando-lhe a infidelidade e a sorte triste que a espera. Entra solenemente no templo, mas nessa mesma tarde regressa a Betânia.

Esses são os principais fatos históricos em que se firma a liturgia deste domingo, que consta de duas partes bem distintas: 1º - A Bênção e procissão dos Ramos, alegre e triunfal, porque nela aclamamos o Cristo, Rei e Vencedor; 2º - A Santa Missa, profundamente triste, porque nela contemplamos o Homem das dores.

I

BÊNÇÃO DOS RAMOS

Paramentos vermelhos

Os discípulos e o povo cortaram ramos de palmeiras e oliveiras e os espalharam pelo chão em homenagem ao seu Rei. Comemorando esse fato, a Igreja benze hoje esses ramos. As Orações exprimem muito bem o seu simbolismo, a Paixão de Jesus Cristo, e também a imagem da vida do Cristo, de seus combates e vicissitudes da paz e da misericordia de Deus. São, além disso, um sacramental que recebemos das mãos do Sacerdote e devemos guardar religiosamente em nossas casas. Durante o ano eles nos lembram que somos destinados ao combate, a luta com o Cristo. Devemos crescer, como a palmeira e a oliveira, ricos em virtudes e boas obras, e assim também seremos vencedores com o Cristo.

ANTIPHONA (Mt 21,9)

HOSANNA Filio David! Benedíctus qui venit in nómine Dómini. O Rex Israël: Hosanna in excélsis.


HOSANA ao Filho de Davi! Bendito seja O que vem em Nome do Senhor! Ó Rei de Israel! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO

V. Dóminus vobíscum.

R. Et cum spíritu tuo.

BÉNE+DIC, quæsumus, Dómine, hos palmárum (seu olivárum aut aliarum arborum) ramos: et præsta; ut, quod pópulus tuus in tui veneratiónem hodiérno die corporáliter agit, hoc spirituáliter summa devotióne perfíciat, de hoste victóriam reportándo et opus misericórdiæ summópere diligéndo. Per Christum Dóminum nostrum.

R. Amen.


V. O Senhor esteja convosco.

R. E com teu espírito.

ABEN+ÇOAI, Senhor, nós Vos rogamos, estes ramos de palmeira (ou oliveira ou outras árvores). Concedei que o vosso povo realize espiritualmente com inteiro devotamento o que hoje faz exteriormente em vossa honra: que alcance a vitória sobre o inimigo e ame intensamente a obra de vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.

R. Amém.

DISTRIBUIÇÃO DOS RAMOS

O Celebrante, voltado para o povo, distribui os ramos, primeiro para o clero e para os outros ministros; depois para os fiéis. Enquanto isso, estas antífonas e salmos são cantados ou recitados:


I Antífona

PÚERI Hebræórum, portántes ramos olivárum, obviavérunt Dómino, clamántes et dicéntes: “Hosánna in excélsis.”


OS FILHOS dos Hebreus, levando ramos de oliveira, foram ao encontro do Senhor, clamando: Hosana nas alturas.

Salmo

(23,1-2.7-10)

DÓMINI est terra et quæ replent eam, * orbis terrárum et qui hábitant in eo.

Nam ipse super mária fundávit eum, * et super flúmina firmávit eum.


Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam,*

Pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou.

Púeri Hebræórum, portántes ramos olivárum, obviavérunt Dómino, clamántes et dicéntes: “Hosánna in excélsis.”


Os filhos dos Hebreus, levando ramos de oliveira, foram ao encontro do Senhor, clamando: Hosana nas alturas.


Attóllite, portæ, cápita vestra, et attóllite vos, fores antíquæ, * ut ingrediátur rex glóriæ!

"Quis est iste rex glóriæ?" * "Dóminus fortis et potens, Dóminus potens in prælio."


Levantai, ó portas, os vossos frontões! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o rei da glória!

“Quem é este rei da glória?” É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.


Púeri Hebræórum, portántes ramos olivárum, obviavérunt Dómino, clamántes et dicéntes: “Hosánna in excélsis.”


Os filhos dos Hebreus, levando ramos de oliveira, foram ao encontro do Senhor, clamando: Hosana nas alturas.


Attóllite, portæ, cápita vestra, et attóllite vos, fores antíquæ, * ut ingrediátur rex glóriæ!

"Quis est iste rex glóriæ?" * "Dóminus exercítuum: ipse est rex glóriæ."


Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o rei da glória!

“Quem é este rei da glória?” É o Senhor dos exércitos! É ele o rei da glória.*


Púeri Hebræórum, portántes ramos olivárum, obviavérunt Dómino, clamántes et dicéntes: “Hosánna in excélsis.”


Os filhos dos Hebreus, levando ramos de oliveira, foram ao encontro do Senhor, clamando: Hosana nas alturas.


Glória Patri, et Fílio, * et Spirítui Sancto,

Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, * et in sæcula sæculórum. Amen.


Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo,

Como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.


PÚERI Hebræórum, portántes ramos olivárum, obviavérunt Dómino, clamántes et dicéntes: “Hosánna in excélsis.”


OS FILHOS dos Hebreus, levando ramos de oliveira, foram ao encontro do Senhor, clamando: Hosana nas alturas.

II Antífona

PÚERI Hebræórum vestiménta prosternébant in via, et clamábant dicéntes: “Hosánna fílio David; benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


OS FILHOS dos Hebreus estendiam as suas vestes pelo caminho e clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor!

Salmo 46

OMNES pópuli, pláudite mánibus, * exsultáte Deo voce lætítiæ,

Quóniam Dóminus excélsus, terríbilis, * rex magnus super omnem terram.


POVOS, aplaudi com as mãos, aclamai a Deus com vozes alegres,

Porque o Senhor é o Altíssimo, o temível, o grande rei do universo.


Púeri Hebræórum vestiménta prosternébant in via, et clamábant dicéntes: “Hosánna fílio David; benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


Os filhos dos Hebreus estendiam as suas vestes pelo caminho e clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor!


Súbiicit pópulos nobis * et natiónes pédibus nostris.

Eligit nobis hereditátem nostram, * glóriam Iacob, quem díligit.


Ele submeteu a nós as nações, colocou os povos sob nossos pés,

Escolheu uma terra para nossa herança, a glória de Jacó, seu amado.


Púeri Hebræórum vestiménta prosternébant in via, et clamábant dicéntes: “Hosánna fílio David; benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


Os filhos dos Hebreus estendiam as suas vestes pelo caminho e clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor!


Ascéndit Deus cum exsultatióne, * Dóminus cum voce tubæ.

Psállite Deo, psállite; * psállite regi nostro, psállite.


Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som das trombetas.

Cantai à glória de Deus, cantai; cantai à glória de nosso rei, cantai.


Púeri Hebræórum vestiménta prosternébant in via, et clamábant dicéntes: “Hosánna fílio David; benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


Os filhos dos Hebreus estendiam as suas vestes pelo caminho e clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor!


Quóniam rex omnis terræ est Deus, * psállite hymnum.

Deus regnat super natiónes, * Deus sedet super sólium sanctum suum.


Porque Deus é o rei do universo, entoai-lhe, pois, um hino!

Deus reina sobre as nações, Deus está em seu trono sagrado.


Púeri Hebræórum vestiménta prosternébant in via, et clamábant dicéntes: “Hosánna fílio David; benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


Os filhos dos Hebreus estendiam as suas vestes pelo caminho e clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor!


Príncipes populórum congregáti sunt * cum pópulo Dei Abraham.

Nam Dei sunt próceres terræ: * excélsus est valde.


Reuniram-se os príncipes dos povos ao povo do Deus de Abraão,

Pois a Deus pertencem os grandes da terra, a ele, o soberanamente grande.


Púeri Hebræórum vestiménta prosternébant in via, et clamábant dicéntes: “Hosánna fílio David; benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


Os filhos dos Hebreus estendiam as suas vestes pelo caminho e clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor!


Glória Patri, et Fílio, * et Spirítui Sancto,

Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, * et in sæcula sæculórum. Amen.


Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo, Como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.


Púeri Hebræórum vestiménta prosternébant in via, et clamábant dicéntes: “Hosánna fílio David; benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


Os filhos dos Hebreus estendiam as suas vestes pelo caminho e clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor!

LEITURA DO EVANGELHO

(Mt 21,1-9)

Uma vez distribuídos os ramos, o Evangelho é cantado ou rezado, de acordo com a Missa Rezada ou Solene:

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthæum.

IN illo témpore: Cum appropinquásset Iesus Ierosólymis, et venísset Béthphage ad montem Olivéti: tunc misit duos discípulos suos, dicens eis: "Ite in castéllum, quod contra vos est, et statim inveniétis ásinam alligátam, et pullum cum ea: sólvite, et addúcite mihi: et si quis vobis áliquid díxerit, dícite quia Dóminus his opus habet, et conféstim dimíttet eos." Hoc autem totum factum est, ut adimplerétur quod dictum est per prophétam, dicéntem: Dícite fíliæ Sion: Ecce Rex tuus venit tibi mansuétus, sedens super ásinam et pullum, fílium subiugális. Eúntes autem discípuli, fecérunt sicut præcépit illis Iesus. Et adduxérunt ásinam et pullum: et imposuérunt super eos vestiménta sua, et eum désuper sedére fecérunt. Plúrima autem turba stravérunt vestiménta sua in via: álii autem cædébant ramos de arbóribus, et sternébant in via: turbæ autem, quæ præcedébant, et quæ sequebántur, clamábant, dicéntes: "Hosánna fílio David: benedíctus qui venit in nómine Dómini."


Continuação do santo Evangelho segundo São Mateus.

NAQUELE tempo, aproximando-se Jesus de Jerusalém, chegou a Betfagé, perto do monte das Oliveiras. Enviou então dois de seus discípulos, dizendo-lhes: “Ide a esta aldeia que está diante de vós; logo encontrareis uma jumentinha amarrada, e um jumentinho ao lado; desamarrai-os e trazei-os. Se vos disserem alguma coisa, respondereis que o Senhor precisa deles, e logo os deixarão.” Ora, isto aconteceu a fim de que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, humilde e montado num jumento, sobre o filho da que suporta o jugo. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara: trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram sobre eles os seus mantos, e fizeram Jesus sentar por cima. E muitos, na multidão, estendiam seus mantos pelo caminho; outros cortavam ramos de árvores, e juncavam com eles a estrada. As multidões que o precediam e o seguiam gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!”

II

PROCISSÃO DOS RAMOS

Terminada a bênção, faz-se a procissão dos ramos, que simboliza. a entrada triunfal de Jesus como Rei e Vencedor na Jerusalém celeste. A procissão, entre cânticos, sai da Igreja. Côro e cantores, alternadamente, entoam um hino vibrante de louvor ao Cristo Rei. E com razão. Foi Ele quem, subindo ao trono da Cruz, descerrou novamente as portas do céu. E por isso, no rito mais antigo, quando o subdiácono bate três vezes na porta da igreja com a haste da Cruz, a porta se abre. Por esta cerimônia se amplia o simbolismo da procissão. A humanidade inteira bate com a Cruz do Cristo às portas do céu que se abrem ao ingresso de todos até o dia do último juízo.

Colocado o incenso, o diácono da Missa (ou o celebrante) diz diante do povo:

V. Procedámus in pace.

R. In nómine Christi. Amen.


V. Prossigamos em paz.

R. Em nome de Cristo. Amém.

I Antífona

OCCÚRRUNT turbæ cum flóribus et palmis Redemptóri óbviam: et victóri triumphánti digna dant obséquia: Fílium Dei ore gentes prædicant: et in laudem Christi voces tonant per núbila: “Hosánna.”


A MULTIDÃO sai ao encontro do nosso Redentor com flores e palmas, e presta a homenagem devida ao Conquistador triunfante: os povos o proclamam o Filho de Deus e suas vozes ressoam até os céus em louvor a Cristo: Hosana!

II Antífona

CUM Angelis et púeris fidéles inveniámur, triumphatóri mortis clamántes: “Hosánna in excélsis.”


QUE os fiéis se unam aos Anjos e às crianças cantando ao Conquistador da morte: Hosana nas alturas!

III Antífona

TURBA multa, quæ convénerat ad diem festum, clamábat Dómino: “Benedíctus qui venit in nómine Dómini: Hosánna in excélsis.”


UMA grande multidão, que se reunia para a festa, clamava ao Senhor: “Bendito o que vem em nome do Senhor: Hosana as alturas!

IV Antífona (Lc 19,37,38)

CŒPÉRUNT omnes turbæ descendéntium gaudéntes laudáre Deum voce magna, super ómnibus quas víderant virtútibus, dicéntes: “Benedíctus qui venit Rex in nómine Dómini; pax in terra, et glória in excélsis.”


TODA a multidão começou com alegria a louvar a Deus em alta voz por todas as obras poderosas que tinha visto, dizendo: Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor; paz na terra e glória nas alturas.

Hino a Cristo Rei

GLÓRIA, laus et honor tibi sit, Rex Christe Redémptor, Cui pueríle decus prompsit Hosánna pium.

Todos repetem: Glória, laus...


GLÓRIA, louvor e honra Vos sejam dados, ó Cristo Rei, Redentor: A quem o coro juvenil cantou devotamente: Hosana pium.

Todos repetem: Glória, louvor...


Israël es tu Rex, Davídis et ínclita proles, Nómine qui in Dómini, Rex benedícte, venis.

Todos repetem: Glória, laus...


Vós sois o Rei de Israel, o nobre Filho de Davi. Ó Rei bendito que vindes em Nome do Senhor.

Todos repetem: Glória, louvor...


Cœtus in excélsis te laudat cælicus omnis,

Et mortális homo, et cuncta creáta simul.

Todos repetem: Glória, laus...


Toda a milícia angélica no alto dos céus, e o homem mortal e todas as criaturas celebram em uníssono o vosso louvor.

Todos repetem: Glória, louvor...


Plebs Hebræa tibi cum palmis óbvia venit;

Cum prece, voto, hymnis, ádsumus ecce tibi.

Todos repetem: Glória, laus...


O povo hebreu sai a vosso encontro com palmas. E nós Vimos diante de Vós com súplicas, votos e hinos.

Todos repetem: Glória, louvor...


Hi tibi passúro solvébant múnia laudis;

Nos tibi regnánti pángimus ecce melos.

Todos repetem: Glória, laus...


Eles Vos ofereciam o tributo de suas homenagens. Nós Vos oferecemos esses cânticos a Vós, que agora reinais no céu.

Todos repetem: Glória, louvor...

Hi placuére tibi, pláceat devótio nostra: Rex bone, Rex clemens, cui bona cuncta placent.

Seus votos foram aceitos. Nossa devoção o seja também. Ó Rei de bondade, Rei de clemência, a quem agrada tudo quanto é bom.


Todos repetem:

Glória, laus et honor tibi sit, Rex Christe Redémptor, Cui pueríle decus prompsit Hosánna pium.


Todos repetem:

Glória, louvor e honra Vos sejam dados, ó Cristo Rei, Redentor: A quem o coro juvenil cantou devotamente: Hosana pium.

V Antífona

OMNES colláudant nomen tuum, et dicunt: “Benedíctus qui venit in nómine Dómini: Hosánna in excélsis.”


LOUVEM todos o vosso nome, e digam: Bendito Aquele que vem em nome do Senhor: Hosana nas alturas.

Salmo 147

LAUDA, Ierúsalem, Dóminum, * lauda Deum tuum, Sion,

LOUVA, ó Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, ó Sião,


Quod firmávit seras portárum tuárum, * benedíxit fíliis tuis in te.

Porque ele reforçou os ferrolhos de tuas portas, e abençoou teus filhos em teu seio.


Compósuit fines tuos in pace, * medúlla trítici sátiat te.

Estabeleceu a paz em tuas fronteiras, e te nutre com a flor do trigo.


Emíttit elóquium suum in terram, * velóciter currit verbum eius.

Ele envia a sua palavra sobre a terra, e aí ela corre velozmente.


Dat nivem sicut lanam, * pruínam sicut cínerem spargit.

Ele faz cair a neve como lã, espalha a geada como cinza.


Próiicit gláciem suam ut frústula panis; * coram frígore eius aquæ rigéscunt.

Atira o seu granizo como migalhas de pão, diante de seu frio as águas se congelam.


Emíttit verbum suum et liquefácit eas; * flare iubet ventum suum et fluunt aquæ.

À sua ordem, porém, elas se derretem; faz soprar o vento e as águas correm de novo.


Annuntiávit verbum suum Iacob, * statúta et præcépta sua Israël.

Ele revelou sua palavra a Jacó, sua Lei e seus preceitos a Israel.


Non fecit ita ulli natióni: * præcépta sua non manifestávit eis.

Com nenhum outro povo agiu assim, a nenhum deles manifestou seus mandamentos.


Glória Patri, et Fílio, * et Spirítui Sancto,

Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo,


Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, * et in sæcula sæculórum. Amen.

Como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.


E repete-se a antífona:

OMNES colláudant nomen tuum, et dicunt: “Benedíctus qui venit in nómine Dómini: Hosánna in excélsis.”


LOUVEM todos o vosso nome, e digam: Bendito Aquele que vem em nome do Senhor: Hosana nas alturas.

VI Antífona

FULGÉNTIBUS palmis prostérnimur adveniénti Dómino: huic omnes occurrámus cum hymnis et cánticis, glorificántes et laudántes: “Benedíctus qui venit in nómine Dómini.”


NOS prostramos com palmas brilhantes diante do Senhor quando Ele se aproxima: Vamos todos ao seu encontro com hinos e canções, glorificando e louvando: Bendito o que vem em nome do Senhor!

VII Antífona

AVE, Rex noster, Fili David, Redémptor mundi, quem prophétæ prædixérunt Salvatórem dómui Israël esse ventúrum. Te enim ad salutárem víctimam Pater misit in mundum, quem exspectábant omnes sancti ab orígine mundi, et nunc: “Hosánna Fílio David. Benedíctus qui venit in nómine Dómini. Hosánna in excélsis.”


SALVE, nosso Rei, ó Filho de Davi, ó Redentor do mundo, a quem os profetas predisseram como o Salvador que viria da casa de Israel. Pois o Pai enviou-vos ao mundo como vítima da salvação; Desde o começo do mundo todos os santos esperavam por vós: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.

Não há problema em que as pessoas cantem, por exemplo, o Christus Vincit ou outros hinos em homenagem a Jesus Cristo Rei, mesmo em vernáculo.

Quando a procissão entra na Igreja, a última antífona é cantada:

VIII Antífona

INGREDIÉNTE Dómino in sanctam civitátem, Hebræórum púeri resurrectiónem Vitæ pronuntiántes,

Cum ramis palmárum: “Hosánna, clamábant, in excélsis.”

Cum audísset pópulus, quod Iesus veníret Ierosólymam, exiérunt óbviam ei.

Cum ramis palmárum: “Hosánna, clamábant, in excélsis.”


ENTRANDO nosso Senhor na cidade santa, os filhos dos hebreus, declarando a ressurreição da Vida,

Com ramos de palmeira, clamavam: Hosana nas alturas.

Quando o povo ouviu que Jesus vinha a Jerusalém, saíram ao seu encontro:

Com ramos de palmeira, clamavam: Hosana nas alturas.

ORAÇÃO

V. Dóminus vobíscum.

R. Et cum spíritu tuo.

DÓMINE Iesu Christe, Rex ac Redémptor noster, in cuius honórem, hos ramos gestántes, solémnes laudes decantávimus: concéde propítius; ut, quocúmque hi rami deportáti fúerint, ibi tuæ benedictiónis grátia descéndat, et, quavis dæmonum iniquitáte vel illusióne profligáta, déxtera tua prótegat, quos redémit: Qui vivis et regnas in sæcula sæculórum.

R. Amen.


V. O Senhor esteja convosco.

R. E com vosso espirito.

Ó SENHOR Jesus Cristo, nosso Rei e Redentor, em cuja honra trazemos estes ramos, louvando-vos com cânticos solenes: concedei misericordiosamente que, onde quer que estes ramos forem levados, a graça de vossa bênção possa descer, e que toda maldade e ilusão dos demônios sejam frustrados; e que a vossa mão direita proteja aqueles a que redimiste. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.

R. Amém.

III

SANTA MISSA

Paramentos roxos

A Missa deste dia é celebrada em Roma, na basílica de São João do Latrão. Todos os textos são repassados de pungente tristeza. A Igreja nos apresenta a imagem dolorosa da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Esta diante de nós o Homem das dores. Os Cânticos são queixas em sua boca. As Leituras narram a sua Paixão (Evangelho).

Três pregadores se unem para nos descrever a Paixão: Davi, no salmo 91 (Trato), São Paulo, que não quer falar senão do Cristo, e Cristo Crucificado (Epístola) e São Mateus, cuja história da Paixão lemos em lugar do Evangelho.

Meditando este drama e mais ainda, unindo-nos à Paixão do Salvador, pedimos a participação na paciência de Jesus Cristo, para merecermos um dia alcançar a glória de sua Ressurreição. Jesus nos convida (Ofertório). Digamos com Ele: Pai, faça-se a vossa vontade (Communio).

INTRÓITO

(Sl 21,20,22,2)

DÓMINE, ne longe fácias auxílium tuum a me, ad defensiónem meam áspice: líbera me de ore leónis, et a córnibus unicórnium humilitátem mean. PS. Deus, Deus meus, réspice in me: quare me dereliquísti? longe a salúte mea verba delictórum meórum. Dómine, ne longe.


SENHOR, não afasteis de mim o vosso auxilio; atendei à minha defesa; livrai-me da boca do leão, e do chifre do unicórnio salvai a minha humildade. SL. Ó Deus, Deus meu, olhai para mim. Por que me desamparastes? O clamor de meus delitos afasta de mim a salvação. – Senhor, não afasteis.

COLETA

OMNÍPOTENS sempitérne Deus, qui humáno géneri ad imitándum humilitátis exémplum, Salvatórem nostrum carnem súmere, et crucem subíre fecísti: concéde propítius; ut ex patiéntiæ ipsíus habére documénta, et resurrectiónis consórtia mereámur. Per eúmdem Dóminum.


ONIPOTENTE e eterno Deus, que quisestes assumisse o nosso Salvador a nossa carne e sofresse o suplicio da Cruz, para que o gênero humano imitasse o exemplo 'de sua humildade, concedei-nos, propício, pratiquemos as lições de sua paciência e mereçamos participar de sua. Ressurreição. Pelo mesmo Senhor.

EPÍSTOLA

(Fl 2,5-11)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Philippénses.

FRATRES: Hoc enim sentíte in vobis, quod et in Christo Jesu: qui, cum in forma Dei esset non rapínam arbitrátus est esse se æquálem Deo: sed semetípsum exinanívit, formam servi accípiens, in similitúdinem hóminum factus, et hábitu invéntus ut homo. Humiliávit semetípsum, factus obédiens usque ad mortem, mortem autem crucis. Propter quod et Deus exaltávit illum, et donávit illi nomen, quod est super omne nomen: [hic genuflectitur] ut in nómine Jesu omne genu flectátur cæléstium, terréstrium, et infernórum: et omnis lingua confiteátur, quia Dóminus Jesus Christus in glória est Dei Patris.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.

IRMÃOS, tende em vós os sentimentos de Jesus Cristo. Sendo de condição divina, não reteve ciosamente sua igualdade com Deus; mas despojou-se a si próprio, tomando a forma de escravo, fazendo-se igual aos homens; e tido na sua aparência como um homem, abaixou-se fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Foi por isso que Deus o elevou soberanamente, e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, (ajoelha-se voltado para o altar, e continua) a fim de que ao nome de Jesus todo joelho se dobre, no céu, na terra e nos infernos, e toda língua confesse: para a glória de Deus Pai, “Jesus Cristo é o Senhor.”

GRADUAL

(Sl 72,24.1-3)

TENUÍSTI manum déxteram meam: et in voluntáte tua deduxísti me: et cum glória assumpsísti me. V. Quam bonus Israël Deus rectis corde! mei autem pæne moti sunt pedes, pæne effúsi sunt gressus mei: quia zelávi in peccatóribus, pacem peccatórum videns.


VÓS me tomastes pela mão direita, pela vossa vontade me guiastes, e me erguestes, Senhor, à vossa glória. V. Como o Senhor é bom para Israel, como o Senhor é bom para o que é puro! Meus pés já iam quase resvalando, meus passos deslizando no caminho, pois dos ímpios cheguei a ter inveja, ao ver o bem-estar dos pecadores.

TRACTO

(Sl 21,2-9.18-19.22.24.32)

DEUS, Deus meus, réspice in me: quare me dereliquísti? Longe a salúte mea verba delictórum meórum. Deus meus, clamábo per diem, nec exáudies: in nocte, et non ad insipiéntiam mihi. Tu autem in sancto hábitas laus Israel. In te speravérunt patres nostri: speravérunt et liberásti eos. Ad te clamavérunt, et salvi facti sunt: in te speravérunt et non sunt confúsi. Ego autem sum vermis, et non homo: oppróbrium hóminum, et abjéctio plebis. Omnes, qui vidébant me, aspernabántur me: locúti sunt lábiis et movérunt caput. Sperávit in Dómino, erípiat eum: salvum fáciat eum, quóniam vult eum. Ipsi vero consideravérunt, et conspexérunt me: divisérunt sibi vestiménta mea, et super vestem meam misérunt sortem. Líbera me de ore leónis: et a córnibus unicórnium humilitátem meam. Qui timétis Dóminum, laudáte eum: univérsum semen Jacob, magnificáte eum. Annuntiábitur Dómino generátio ventúra: et anuntiábunt cæli justítiam ejus. Pópulo, qui nascétur, quem fecit Dóminus.


MEU Deus, meu Deus, por que me abandonastes? Olhai-me, pois meus brados não me salvam! Clamei por vós de dia, e não me ouvistes; e de noite também, não sem motivo. No entanto, vós morais no santuário, e sois do vosso povo toda a glória. Em vós os nossos pais hão confiado; em vós hão confiado, e os libertastes. Sua esperança em vós eles puseram, e não foram por vós desiludidos. Quanto a mim, sou um verme, e não um homem; a vergonha do povo, motivo de riso entre os vizinhos. Aqueles que me veem, me escarnecem, balançam a cabeça com desprezo: “Confiou no Senhor, então que o salve, se na verdade o ama, que o libertei” Eis que eles me encaram e me contemplam, dividem entre si as minhas vestes e lançam sorte sobre a minha túnica. Libertai-me da boca do leão; arrancai minha vida ao unicórnio! Vós, que temeis a Deus, louvai-o todos; louvai-o, descendentes de Jacó! Eu dele falarei aos que hão de vir, anunciarão os céus sua justiça. O povo que virá, vai conhecer, o que fez o Senhor para salvá-lo.

PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO MATEUS.

(Mt 26, 36-75; 27, 1-60)

É hora de ouvir a História da Paixão de nosso Salvador. A Igreja lê a narrativa dos quatro evangelhos em quatro dias diferentes desta semana. Começa hoje com a de São Mateus, o primeiro a escrever a narrativa da vida e da morte do Salvador.

Cronista: In illo témpore: Venit Jesus cum discípulis suis in villam, quæ dícitur Gethsémani, et dixit discípulis suis:

Cristo: Sedéte hic donec vadam illuc, et orem.

Cronista: Et assúmpto Petro, et duóbus fíliis Zebedæi, cæpit contristári et mæstus esse. Tunc ait illis:

Cristo: Tristis est ánima mea usque ad mortem: sustinéte hic, et vigiláte mecum.

Cronista: Et progréssus pusíllum, prócidit in fáciem suam, orans, et dicens:

Cristo: Pater mi, si possíbile est, tránseat a me calix iste: verúmtamen non sicut ego volo, sed sicut tu.

Cronista: Et venit ad discípulos suos, et invénit eos dormiéntes, et dicit Petro:

Cristo: Sic non potuístis una hora vigiláre mecum? Vigiláte, et oráte ut non intrétis in tentatiónem. Spíritus quidem promptus est, caro autem infírma.

Cronista: Iterum secúndo ábiit, et orávit, dicens:

Cristo: Pater mi, si non potest hic calix transíre nisi bibam illum, fiat volúntas tua.

Cronista: Et venit íterum, et invénit eos dormiéntes: erant enim óculi eórum graváti. Et relíctis illis, íterum ábiit, et orávit tértio, eúndem sermónem dicens. Tunc venit ad discípulos suos, et dicit illis:

Cristo: Dormíte jam, et requiéscite: ecce appropinquávit hora, et Fílius hóminis tradétur in manus peccatórum. Súrgite, eámus: ecce appropinquávit qui me tradet.

Cronista: Adhuc eo loquénte, ecce Judas unus de duódecim venit, et cum eo turba multa cum gládiis et fústibus, missi a princípibus sacerdótum, et senióribus pópuli. Qui autem trádidit eum, dedit illis signum, dicens:

Sinagoga: Quemcúmque osculátus fúero, ipse est, tenéte eum.

Cronista: Et conféstim accédens ad Jesum, dixit:

Sinagoga: Ave Rabbi.

Cronista: Et osculátus est eum. Dixítque illi Jesus:

Cristo: Amíce, ad quid venísti?

Cronista: Tunc accessérunt, et manus injecérunt in Jesum, et tenuérunt eum. Et ecce unus ex his qui erant cum Jesu, exténdens manum, exémit gládium suum, et percútiens servum príncipis sacerdótum amputávit aurículam ejus. Tunc ait illi Jesus:

Cristo: Convérte gládium tuum in locum suum: omnes enim, qui accepérint gládium, gládio períbunt. An putas, quia non possum rogáre Patrem meum, et exhibébit mihi modo plus quam duódecim legiónes Angelórum? Quómodo ergo implebúntur Scriptúræ, quia sic opórtet fíeri?

Cronista: In illa hora dixit Jesus turbis:

Cristo: Tamquam ad latrónem exístis cum gládiis et fústibus comprehéndere me: quotídie apud vos sedébam docens in templo, et non me tenuístis.

Cronista: Hoc autem totum factum est, ut adimpleréntur Scriptúræ prophetárum. Tunc discípuli omnes, relícto eo, fugérunt. At illi tenéntes Jesum, duxérunt ad Cáipham príncipem sacerdótum, ubi scribæ et senióres convénerant. Petrus autem sequebátur eum a longe, usque in átrium príncipis sacerdótum. Et ingréssus intro, sedébat cum minístris, ut vidéret finem. Príncipes autem sacerdótum, et omne concílium, quærébant falsum testimónium contra Jesum, ut eum morti tráderent: et non invenérunt, cum multi falsi testes accessíssent. Novíssime autem venérunt duo falsi testes, et dixérunt:

Sinagoga: Hic dixit: Possum destrúere templum Dei, et post tríduum reædificáre illud.

Cronista: Et surgens princeps sacerdótum, ait illi:

Sinagoga: Nihil respóndes ad ea, quæ isti advérsum te testificántur?

Cronista: Jesus autem tacébat. Et princeps sacerdótum ait illi:

Sinagoga: Adjúro te per Deum vivum, ut dicas nobis si tu es Christus Fílius Dei.

Cronista: Dicit illi Jesus:

Cristo: Tu dixísti. Verúmtamen dico vobis, ámodo vidébitis Fílium hóminis sedéntem a dextris virtútis Dei, et veniéntem in núbibus cæli.

Cronista: Tunc princeps sacerdótum scidit vestiménta sua, dicens:

Sinagoga: Blasphemávit: quid adhuc egémus téstibus? Ecce nunc audístis blasphémiam: quid vobis vidétur?

Cronista: At illi respondéntes dixérunt:

Sinagoga: Reus est mortis.

Cronista: Tunc expuérunt in fáciem ejus, et cólaphis eum cecidérunt, álii autem palmas in fáciem ejus dedérunt, dicéntes:

Sinagoga: Prophetíza nobis, Christe, quis est qui te percússit?

Cronista: Petrus vero sedébat foris in átrio: et accéssit ad eum una ancílla, dicens:

Sinagoga: Et tu cum Jesu Galilæo eras.

Cronista: At ille negávit coram ómnibus, dicens:

Sinagoga: Néscio quid dicis.

Cronista: Exeúnte autem illo jánuam, vidit eum ália ancílla, et ait his, qui erant ibi:

Sinagoga: Et hic erat cum Jesu Nazaréno.

Cronista: Et íterum negávit cum juraménto: Quia non novi hóminem. Et post pusíllum accessérunt qui stabant, et dixérunt Petro:

Sinagoga: Vere et tu ex illis es: nam et loquéla tua maniféstum te facit.

Cronista: Tunc cæpit detestári et juráre quia non novísset hóminem. Et contínuo gallus cantávit. Et recordátus est Petrus verbi Jesu, quod díxerat: Priúsquam gallus cantet, ter me negábis. Et egréssus foras, flevit amáre. Mane autem facto, consílium iniérunt omnes príncipes sacerdótum et senióres pópuli advérsus Jesum, ut eum morti tráderent. Et vinctum adduxérunt eum, et tradidérunt Póntio Piláto præsidi. Tunc videns Judas, qui eum trádidit, quod damnátus esset, pæniténtia ductus, rétulit trigínta argénteos princípibus sacerdótum, et senióribus, dicens:

Sinagoga: Peccávi, tradens sánguinem justum.

Cronista: At illi dixérunt:

Sinagoga: Quid ad nos? Tu víderis.

Cronista: Et projéctis argénteis in templo, recéssit: et ábiens, láqueo, se suspéndit. Príncipes autem sacerdótum, accéptis argénteis, dixérunt:

Sinagoga: Non licet eos míttere in córbonam: quia prétium sánguinis est.

Cronista: Consílio autem ínito, emérunt ex illis agrum fíguli, in sepultúram, peregrinórum. Propter hoc vocátus est ager ille, Hacéldama, hoc est, ager sánguinis, usque in hodiérnum diem. Tunc implétum est quod dictum est per Jeremíam prophétam, dicéntem: Et accepérunt trigínta argénteos prétium appretiáti, quem appretiavérunt a fíliis Israel: et dedérunt eos in agrum fíguli, sicut constítuit mihi Dóminus.

Jesus autem stetit ante præsidem, et interrogávit eum præses, dicens:

Sinagoga: Tu es Rex Judæórum?

Cronista: Dicit illi Jesus:

Cristo: Tu dicis.

Cronista: Et cum accusarétur a princípibus sacerdótum et senióribus, nihil respóndit. Tunc dicit illi Pilátus:

Sinagoga: Non audis quanta advérsum te dicunt testimónia?

Cronista: Et non respóndit ei ad ullum verbum, ita ut mirarétur præses veheménter. Per diem autem solémnem consuéverat præses pópulo dimíttere unum vinctum, quem voluíssent: habébat autem tunc vinctum insígnem, qui dicebátur Barábbas. Congregátis ergo illis, dixit Pilátus:

Sinagoga: Quem vultis dimíttam vobis: Barábbam, an Jesum, qui dícitur Christus?

Cronista: Sciébat enim quod per invídiam tradidíssent eum. Sedénte autem illo pro tribunáli, misit ad eum uxor eius, dicens:

Sinagoga: Nihil tibi, et justo illi: multa enim passa sunt hódie per visum propter eum.

Cronista: Príncipes autem sacerdótum et senióres persuasérunt pópulis ut péterent Barábbam, Jesum vero pérderent. Respóndens autem præses, ait illis:

Sinagoga: Quem vultis vobis de duóbus dimítti?

Cronista: At illi dixérunt:

Sinagoga: Barábbam.

Cronista: Dicit illis Pilátus:

Sinagoga: Quid ígitur fáciam de Jesu, qui dícitur Christus?

Cronista: Dicunt omnes:

Sinagoga: Crucifigátur.

Cronista: Ait illis Præses:

Sinagoga: Quid enim mali fecit?

Cronista: At illi Magis clamábant dicéntes:

Sinagoga: Crucifigátur.

Cronista: Videns autem Pilátus quia nihil profíceret, sed magis tumúltus fíeret: accépta aqua, lavit manus coram pópulo, dicens:

Sinagoga: Innocens ego sum a sánguine justi hujus: vos vidéritis.

Cronista: Et respóndens univérsus pópulus, dixit:

Sinagoga: Sanguis ejus super nos, et super fílios nostros.

Cronista: Tunc dimísit illis Barábbam: Jesum autem flagellátum trádidit eis ut crucifigerétur. Tunc mílites præsidis suscipiéntes Jesum in prætórium, congregavérunt ad eum univérsam cohórtem, et exuéntes eum, chlámydem coccíneam circumdedérunt ei, et plecténtes corónam de spinis, posuérunt super caput eius, et arúndinem in déxtera eius. Et genu flexo ante eum, illudébant ei, dicéntes:

Sinagoga: Ave Rex Judæórum.

Cronista: Et expuéntes in eum, accepérunt arúndinem, et percutiébant caput ejus. Et postquam illusérunt ei, exuérunt eum chlámyde, et induérunt eum vestiméntis ejus, et duxérunt eum ut crucifígerent. Exeúntes autem invenérunt hóminem Cyrenæum, nómine Simónem: hunc angariavérunt ut tólleret crucem ejus. Et venérunt in locum qui dícitur Gólgotha, quod est Calváriæ locus. Et dedérunt ei vinum bíbere cum felle mixtum. Et cum gustásset, nóluit bíbere. Postquam autem crucifixérunt eum, divisérunt vestiménta eius, sortem mitténtes: ut implerétur quod dictum est per prophétam dicéntem: Divisérunt sibi vestiménta mea, et super vestem meam misérunt sortem. Et sedéntes, servábant eum. Et imposuérunt super caput eius causam ipsíus scriptam: Hic est Jesus Rex Judæórum. Tunc crucifíxi sunt cum eo duo latrónes: unus a dextris, et unus a sinístris. Prætereúntes autem blasphemábant eum movéntes cápita sua, et dicéntes:

Sinagoga: Vah qui déstruis templum Dei, et in tríduo illud reædíficas: salva temetípsum: si Fílius Dei es, descénde de cruce.

Cronista: Simíliter et príncipes sacerdótum illudéntes cum scribis et senióribus dicébant:

Sinagoga: Alios salvos fecit, seípsum non potest salvunt facere: si Rex Israel est, descéndat nunc de cruce, et crédimus ei: confídit in Deo: líberet nunc, si vult eum: dixit enim: Quia Fílius Dei sum.

Cronista: Idípsum autem et latrónes, qui crucifíxi erant eum co, improperábant ei. A sexta autem hora ténebræ factæ sunt super univérsam terram usque ad horam nonam. Et circa horam nonam clamávit Jesus voce magna, dicens:

Cristo: Eli, Eli, lamma sabactháni?

Cronista: Hoc est:

Cristo: Deus meus, Deus meus, ut quid dereliquísti me?

Cronista: Quidam autem illic stantes, et audiéntes, dicébant:

Sinagoga: Elíam vocat iste.

Cronista: Et contínuo, currens unus ex eis, accéptam spóngiam implévit acéto, et impósuit arúndini, et dabat ei bíbere. Cæteri vero dicébant:

Sinagoga: Sine, videámus an véniat Elías líberans eum.

Cronista: Jesus autem íterum clamans voce, magna, emísit spíritum.


[Hic genuflectitur, et pausatur aliquantulum.]


Cronista: Et ecce velum templi scissum est in duas partes a summo, usque deórsum: et terra mota est, et petræ scissæ sunt, et monuménta apérta sunt: et multa córpora sanctórum, qui dormíerant, surrexérunt. Et exeúntes de monuméntis post resurrectiónem ejus, venérunt in sanctam civitátem, et apparuérunt multis. Centúrio autem, et qui cum eo erant, custodiéntes Jesum, viso terræmótu, et his, quæ fiébant, timuérunt valde, dicéntes:

Sinagoga: Vere Fílius Dei erat iste.

Cronista: Erant autem ibi mulíeres multæ a longe, quæ secútæ erant Jesum a Galilæa, ministrántes ei: inter quas erat María Magdaléne, et María Jacóbi, et Joseph mater, et mater filiórum Zebedæi. Cum autem sero factum esset, venit quidam homo dives ab Arimathæa, nómine Joseph, qui et ipse discípulus erat Jesu: hic accéssit ad Pilátum, et pédit corpus Jesu. Tunc Pilátus jussit reddi corpus. Et accépto córpore, Joseph invólvit illud in síndone munda. Et pósuit illud in monuménto suo novo, quod excíderat in petra. Et advólvit saxum magnum ad óstium monuménti, et ábiit.





Cronista: Naquele tempo, veio Jesus com os Seus discípulos a um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes:

Cristo: “Ficai aqui, enquanto Eu vou rezar mais adiante.”

Cronista: Tomou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu e começou a ser invadido pela tristeza e pela angustia. Então Ele lhes disse:

Cristo: “Minha alma está morrendo de tristeza. Ficai aqui, e vigiai comigo.”

Cronista: Depois, indo mais adiante, caiu de rosto em terra; e rezava dizendo:

Cristo: “Meu Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice! Todavia não se faça o que Eu quero, mas sim o que Vós quereis.

Cronista: Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro:

Cristo: Então não pudestes vigiar uma hora comigo? Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.

Cronista: Afastou-Se pela segunda vez e rezou, dizendo:

Cristo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que Eu o beba, faça-Se a Vossa vontade!

Cronista: Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque Seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi rezar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Voltou então para os Seus discípulos e disse-lhes:

Cristo: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos! Eis que se aproxima o que vai Me entregar.

Cronista: Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e paus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal:

Sinagoga: Aquele que eu beijar, é Ele. Prendei-o!

Cronista: Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse:

Sinagoga: Salve, Mestre.

Cronista: E beijou-O. Disse-lhe Jesus:

Cristo: Amigo, a que vieste?

Cronista: Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lO. Mas um dos que estavam com Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. Jesus, no entanto, lhe disse:

Cristo: Coloca tua espada na bainha, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão. Crês tu que não posso invocar Meu Pai e Ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de Anjos? Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim.

Cronista: Depois, voltando-Se para a turba, falou:

Cristo: Saístes armados de espadas e paus para prender-Me, como se Eu fosse um malfeitor. Entretanto, todos os dias Eu estava sentado entre vós ensinando no templo e não Me prendestes.

Cronista: Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos O abandonaram e fugiram. Os que haviam prendido Jesus levaram-No à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo. Pedro seguia-O de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo. Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de O levarem à morte. Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram:

Sinagoga: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.

Cronista: Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou:

Sinagoga: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti?

Cronista: Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote:

Sinagoga: Por Deus vivo, conjuro-Te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus?

Cronista: Jesus respondeu:

Cristo: Sim. Além disso, Eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-Se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do Céu.

Cronista: A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando:

Sinagoga: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! Qual o vosso parecer?

Cronista: Eles responderam:

Sinagoga: Merece a morte!

Cronista: Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas, dizendo:

Sinagoga: Adivinha, ó Cristo:quem Te bateu?

Cronista: Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo:

Sinagoga: Também tu estavas com Jesus, o Galileu.

Cronista: Mas ele negou publicamente, nestes termos:

Sinagoga: Não sei o que dizes.

Cronista: Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam:

Sinagoga: Este homem também estava com Jesus de Nazaré.

Cronista: Pedro, pela segunda vez, negou com juramento:

Sinagoga: Eu nem conheço tal homem.

Cronista: Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram:

Sinagoga: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer.

Cronista: Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-Me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte. Amarraram-no e o levaram ao governador Pilatos. Judas, o traidor, vendo-O então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes:

Sinagoga: Pequei, entregando o Sangue de um Justo.

Cronista: Responderam-lhe:

Sinagoga: Que nos importa? Isto é lá contigo!

Cronista: Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram:

Sinagoga: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue.

Cronista: Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros. Esta é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, Campo de Sangue. Assim se cumpriu a profecia do profeta Jeremias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel; e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito. Jesus compareceu diante do governador, que O interrogou:

Sinagoga: És o rei dos judeus?

Cronista: Respondeu-lhe Jesus.

Cristo: Tu o dizes.

Cronista: Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos. Perguntou-lhe Pilatos:

Sinagoga: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra Ti?

Cronista: Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação. Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa. Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Pilatos dirigiu-se ao povo reunido:

Sinagoga: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que Se chama Cristo?

Cronista: (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.) Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer:

Sinagoga: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito.

Cronista: Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus. O governador tomou então a palavra:

Sinagoga: Qual dos dois quereis que eu vos solte?

Cronista: Responderam:

Sinagoga: Barrabás!

Cronista: Pilatos perguntou:

Sinagoga: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo?

Cronista: Todos responderam:

Sinagoga: Seja crucificado!

Cronista: O governador tornou a perguntar:

Sinagoga: Mas que mal fez Ele?

Cronista: E gritavam ainda mais forte:

Sinagoga: Seja crucificado!

Cronista: Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse:

Sinagoga: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!

Cronista: E todo o povo respondeu:

Sinagoga: O Seu Sangue Caia sobre nós e sobre nossos filhos!

Cronista: Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e O entregou para ser crucificado. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-No com todo o pelotão. Arrancaram-Lhe as vestes e colocaram-Lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-Lha na cabeça e puseram-Lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante Dele, diziam com escárnio:

Sinagoga: Salve, rei dos judeus!

Cronista: Cuspiam-Lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. Depois de escarnecerem Dele, tiraram-Lhe o manto e entregaram-Lhe as vestes. Em seguida, levaram-No para O crucificar. Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar da caveira. Deram-Lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber. Depois de o haverem crucificado, dividiram Suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19). Sentaram-se e montaram guarda. Por cima de Sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de Sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus. Ao mesmo tempo foram crucificados com Ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. Os que passavam O injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam:

Sinagoga: Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-Te a Ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

Cronista: Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele:

Sinagoga: Ele salvou a outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele! Confiou em Deus, Deus O livre agora, se O ama, porque Ele disse: Eu sou o Filho de Deus!

Cronista: E os ladrões, crucificados com Ele, também O ultrajavam. Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas. Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte:

Cristo: Eli, Eli, lammásabactáni?

Cronista: O que quer dizer:

Cristo: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

Cronista: A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam:

Sinagoga: Ele chama por Elias.

Cronista: Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse. Os outros diziam:

Sinagoga: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-Lo.

Cronista: Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma.

Aqui todos se ajoelham e fazem uma breve pausa.


Cronista: E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor:

Sinagoga: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!

Cronista: Achavam-se também ali, olhando de longe, muitas mulheres, as quais, desde a Galiléia, haviam seguido a Jesus, servindo-O. Entre estas estavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Quando se fez tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. Ele foi ter com Pilatos e pediu-lhe o Corpo de Jesus. Pilatos então ordenou que lhe dessem o Corpo. E José, tomando o Corpo, envolveu-O em um lençol limpo, e depositou-O em um sepulcro novo que mandara abrir para si, na rocha. E encostando uma grande pedra à entrada do sepulcro, retirou-se.

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Para o sacerdote que celebra uma segunda ou terceira Missa, diz-se o Evangelho seguinte:

EVANGELHO

(Mt 27,45-52)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthreum.

POSTQUAM crucifixérunt Iesum, a sexta hora ténebrae factae sunt super univérsam terram usque ad horam nonam. Et circa horam nonam clamávit Iesus voce magna, dicens: Eli, Eli, lamma sabactháni? Hoc est: Deus meus, Deus meus, ut quid dereliquísti me? Quidam autem illic stantes, et audiéntes, dicébant: Elíam vocat iste. Et contínuo currens unus ex eis, accéptam spóngiam implévit acéto, et impósuit arúndini, et dabat ei bíbere. Céteri vero dicébant: Sine, videámus an véniat Elías líberans eum. Iesus autem íterum clamans voce magna, emísit spíritum.

(Hic genuflectitur, et pausatur aliquantulum).

Et ecce velum templi scissum est in duas partes a summo usque deórsum: et terra mota est, et petrae scissae sunt, et monuménta apérta sunt: et multa córpora sanctórum, qui dormíerant, surrexérunt.


Continuação do santo Evangelho segundo São Mateus.

DEPOIS que crucificaram Jesus a partir da hora sexta, houve trevas sobre a terra até a hora nona. Pela nona hora, Jesus gritou com voz forte: “Eli, Eli, lamma sabacthani.” O que significa: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” Alguns dos que lá estavam, diziam, ao ouvi-lo: “Ele chama por Elias!” Logo um deles correu a tomar uma esponja, encheu-a de vinagre, e, tendo-a posto na ponta de uma vara, dava-lhe de beber. Outros, porém, diziam: “Vamos ver se Elias vem salvá-lo!” Mas Jesus, gritando de novo com voz forte, entregou seu espírito.

(Aqui todos se ajoelham, e faz-se breve pausa).

E eis que o véu do Templo rasgou-se em dois, de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se os rochedos, abriram-se os túmulos, e muitos corpos de santos ressuscitaram.

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OFERTÓRIO

(Sl 68,21-22)

IMPROPÉRIUM expectávit cor meum, et misériam: et sustínui qui simul mecum contristarétur, et non fuit: consolántem me quæsívi, et non invéni: et dedérunt in escam meam fel, et in siti mea potavérunt me acéto.


MEU coração só aguarda impropérios e miséria; esperei que alguém se entristecesse comigo, e não houve ninguém; procurei quem me consolasse e não encontrei; por alimento eles me deram fel, e em minha sede, me deram vinagre.

SECRETA

CONCÉDE, quaésumus, Dómine: ut óculis tuæ majestátis munus oblátum, et grátiam nobis devotiónis obtíneat, et efféctum beátæ perennitátis acquírat. Per Dóminum.


CONCEDEI, Senhor, Vos pedimos, que o dom oferecido aos olhos de vossa Majestade nos obtenha a graça da submissão e a recompensa de uma feliz eternidade. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Santa Cruz.

COMUNHÃO

(Mt 26,42)

PATER, si non potest hic calix transíre nisi bibam illum, fiat volúntas tua.


PAI, se este cálice não pode passar de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

PÓSCOMUNHÃO

PER hujus, Dómine, operatiónem mystérii: et vítia nostra purgéntur, et justa desidéria compleántur. Per Dóminum nostrum.


FAZEI, Senhor, que pela ação deste Mistério, sejam expiados os nossos vícios e cumpridos os nossos justos desejos. Por Nosso Senhor.

Na Missa celebrada imediatamente depois da bênção dos ramos, omite-se o último Evangelho. Nas demais Missas lê-se no lugar do último Evangelho aquele que é indicado para a bênção dos ramos (Cum approquinquasset).


RECURSOS:

COMENTÁRIOS LITÚRGICOS: Dom Gueranger

Bênção dos Ramos:

1ª Antífona: Pueri hebreorum

2ª Antífona: Pueri Hebreorum

3ª Antífona: Occurunt turbae

4ª Antífona: Cum Angelis

5ª Antífona: Turba multa

6ª Antífona: Coeperunt

7ª Antífona: Gloria laus

8ª Antífona: Ingrediente


Partes próprias da Missa: partituras

Intróito: áudio

Coleta em tom solene: partitura

Epístola: partitura / áudio

Gradual: áudio

Tracto: áudio

Paixão segundo São Mateus: partitura / áudio

Ofertório: áudio

Comunhão: áudio

Póscomunhão em tom solene: partitura

Sermão:

Meditação: Jesus faz a sua entrada triunfal em Jerusalém


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