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Normas para a Administração Apostólica diante do perigo do Corona Vírus



Diante do perigo real e do alarde que se faz em torno do novo Corona Vírus, muitos Bispos estão dando normas para suas respectivas dioceses, sobretudo, com a preferência da Comunhão dada na mão dos fiéis. No último dia 03 de março, Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, achou por bem também dar Normas específicas "nas atuais circunstâncias" tendo em vista evitar a contaminação, "para a segurança e saúde" dos seus fiéis, reafirmando a sagrada Comunhão somente na boca dos fiéis, como previsto no Rito.

Segue o Documento:




Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

NORMAS PARA A COMUNHÃO DOS FIÉIS


Em nossa Administração Apostólica, na qual, em perfeita comunhão com a Igreja, conservamos como forma ritual própria a forma extraordinária do Rito Romano, conforme nos concedeu a Santa Sé, conservamos também a comunhão na boca para os fiéis.


As razões para se conservar a prática da comunhão na boca foram elencadas na Instrução Memoriale Domini, da Congregação para o Culto Divino, de 29/5/1969, sobre a maneira de distribuir a comunhão, redigida por mandato especial do Papa S. Paulo VI, aprovada por ele mesmo, em virtude de sua autoridade apostólica:


“... Decerto é verdade que um uso antigo já permitiu aos fiéis tomar este divino alimento em suas mãos e colocá-lo, eles próprios, em suas bocas... Posteriormente, com uma compreensão mais profunda da verdade do mistério eucarístico, de seu poder e da presença de Cristo nele, sobreveio um maior sentimento de reverência para com esse sacramento e sentiu-se que se demandava uma maior humildade quando de seu recebimento. Foi, portanto, estabelecido o costume do ministro colocar uma partícula de pão consagrado sobre a língua do comungante”.


“Esse método de distribuição da Santa Comunhão deve ser conservado, levando-se em consideração a situação atual da Igreja em todo o mundo, não apenas porque possui por trás de si muitos séculos de tradição, mas especialmente porque expressa a reverência do fiel pela Eucaristia. O costume não prejudica de modo algum a dignidade pessoal daqueles que se aproximam deste augusto sacramento: é uma parte daquela preparação que é necessária para uma recepção mais frutuosa do Corpo do Senhor”.


“Essa reverência exprime bem a comunhão, não ‘de um pão e de uma bebida ordinários’ (São Justino), mas do Corpo e do Sangue do Senhor, em virtude da qual ‘o povo de Deus participa dos bens do sacrifício pascal, reatualiza a nova aliança selada uma vez por todas por Deus com os homens no Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prefigura e antecipa o banquete escatológico no Reino do Pai’ (S. Congr. dos Ritos, Instr. Eucharisticum Mysterium, 3).”


“Por fim, através dessa maneira de agir que deve já ser considerada tradicional, assegura-se mais eficazmente que a santa comunhão seja administrada com a reverência, o decoro e a dignidade que lhe são devidos de sorte que seja afastado todo o perigo de profanação das espécies eucarísticas, nas quais, ‘de uma maneira única, Cristo total e todo inteiro, Deus e homem, se encontra presente substancialmente e de um modo permanente’ (S. C. dos Ritos, Instr. Eucharisticum Mysterium, 9); e para que se conserve com diligência todo o cuidado constantemente recomendado pela Igreja no que concerne aos fragmentos do pão consagrado: ‘O que permitistes cair, pensa nele como se tivesses perdido um de teus membros’ (São Cirilo de Jerusalém).”


(Sobre a mudança para a prática de colocar as hóstias consagradas nas mãos das pessoas): “Uma mudança em matéria de tal importância, baseada em uma antiga e venerável tradição, não afeta somente a disciplina. Carrega certos perigos consigo, que podem surgir de uma nova maneira de administrar a Santa Comunhão: o perigo da perda de reverência pelo augusto sacramento do altar, de profanação, de adulteração da verdadeira doutrina” ...


Assim, por essas razões, não obstante a permissão da Santa Sé para outros métodos, conservamos aqui a prática tradicional da comunhão na boca.


Nas atuais circunstâncias, com o perigo de contaminação do novo Corona Virus, para a segurança e saúde dos nossos fiéis, damos as seguintes normas:

1. Escolham-se partículas maiores (de 33 a 40 mm) para a comunhão dos fiéis;

2. Os sacerdotes lavem bem as mãos antes da celebração e passem álcool em gel;

3. A comunhão aos fiéis seja dada de modo mais lento e cuidadoso;

4. Para a comunhão, os fiéis devem ter a cabeça ligeiramente voltada para cima, colocar a língua sobre o lábio inferior e não fazer nenhum movimento com a cabeça em direção à mão do sacerdote, pois é ele que faz o movimento ao nos dar a comunhão. Também os fiéis não devem fazer o sinal da cruz nem inclinação com a cabeça.

5. Na forma extraordinária, o ministro diz “Corpus Domini Nostri Iesu Christi custodiat animam tuam in vitam aeternam” (“O Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo guarde a tua alma para a vida eterna”) e o fiel não precisa dizer Amém.

6. Um acólito ou coroinha deve portar, ao lado do ministro que dá a comunhão, um recipiente com álcool em gel, para o ministro limpar os dedos, caso toque na boca ou língua de algum fiel, antes de dar a comunhão ao próximo comungante. Depois, esse recipiente deverá ser purificado e o álcool remanescente lançado na piscina da sacristia.


“Ave verum corpus natum de Maria Virgine”

(Salve, verdadeiro corpo nascido da Virgem Maria).

“Adoro te, devote, latens deitas”

(Adoro-te devotamente, ó divindade escondida)

(cf. S. João Paulo II, enc. Ecclesia de Eucharistia, n. 59).


Campos dos Goytacazes, RJ, 3 de março de 2020

+ Dom Fernando Arêas Rifan

Bispo da Administração Apostólica P. São João Maria Vianney





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