O TIPO DE VOZ A SER USADO NA MISSA





1. Na Missa Rezada se dizem-se em voz alta[1]:

a) as palavras In nomine Patris, etc.; o salmo Iudica me, Deus, com sua antífona; a confissão e o que segue até o Oremus inclusive; porém, as orações Aufer a nobis e Oramus te, Domine se dizem em voz baixa.

b) a antífona do Introito com seu verso e Gloria Patri assim como o Kyrie, eleison;

c) o hino Gloria in excelsis;

d) o Dominus vobiscum, o Oremus, o Flectamus genua – Levate, as orações;

e) as leituras, a Epístola[2], o gradual, o tracto, o Aleluia com seu verso, a sequência e o Evangelho;

f) o Credo;

g) o Dominus vobiscum, Oremus e a antífona do Ofertório, assim como também as palavras Orate, fratres;

h) o Prefácio e o Sanctus-Benedictus;

i) as palavras Nobis quoque peccatoribus; a oração dominical com sua introdução; Per omnia saecula saeculorum e Pax Domini sit semper vobiscum; o Agnus Dei, etc.; as palavras Domine, non sum dignus antes da Comunhão do sacerdote celebrante; as fórmulas para a Comunhão dos fiéis; a antífona da Comunhão; o Dominus vobiscum e as pós-comunhões; as palavras Humiliate capita vestra Deo e a oração super pópulum.

l) o Ite, Missa est ou Benedicamus Domino ou Requiescant in pace; a bênção e o último Evangelho.

As outras coisas se dizem em voz baixa.


2. O sacerdote, porém, deve cuidar grandemente que aquelas coisas que pronuncia em voz alta, as profira distinta e convenientemente, não depressa, para que compreenda o que lê, nem demasiado devagar, para que os ouvintes não se cansem; nem com voz demasiado alta, se celebra num altar lateral, para não perturbar a outros que talvez estejam celebrando na mesma igreja; nem tão baixo que não possa ser ouvido pelos circunstantes. Porém, as coisas que devem ser ditas em voz baixa, deve pronunciar de tal modo que se ouça a si mesmo, e não seja ouvido pelos circunstantes.


3. Na Missa Solene o celebrante[3]:

a) diz cantando: o Dominus vobiscum, sempre que ocorra, com exceção de depois dos versículos da confissão; as orações; o Oremus antes da antífona do Ofertório, Per omnia saecula saeculorum com o Prefácio; Per omnia saecula saeculorum com o Pater noster e sua introdução; Per omnia saecula saeculorum com o Pax Domini;

b) começa com canto: o Gloria e o Credo, quando devem ser ditos;

c) diz com voz alta as fórmulas da Comunhão dos fiéis e as palavras da bênção no fim da Missa;

d) pronuncia com voz conveniente as partes às quais os ministros sagrados devem responder;

e) diz em voz baixa as outras coisas que na Missa se dizem em voz alta;

f) omite aquelas coisas que são proferidas pelos ministros sagrados ou pelo leitor.


4. Nas Missas Cantadas, a saber, sem ministros sagrados, o celebrante está obrigado a guardar o que se disse no n. precedente, e, sobretudo, a cantar as partes próprias dos ministros sagrados.

A Epístola pode ser cantada por um leitor. Se não for cantada pelo leitor, basta que seja lida sem canto pelo próprio celebrante, que, no entanto, pode cantar a Epístola como de costume.


5. Emprega-se o tom solene[4], no canto das orações, do Prefácio e da oração dominical:

a) nos Domingos;

b) nas Missas festivas e na Missa do Ofício de Santa Maria no sábado;

c) nas vigílias de I classe;

d) na quinta-feira na Ceia do Senhor e na Vigília pascal;

e) durante as oitavas;

f) nas Missas votivas de I, II e III classe.


6. Emprega-se o tom ferial[5]:

a) nas férias;

b) nas vigílias de II e III classe;

c) nas Missas votivas de IV classe;

d) nas Missas de defuntos.


 

[1] RM nn. 511-512. [2] Na Missa Rezada o celebrante sempre deve ler a Epístola (cf. RM nn. 513-514) [3] RM nn. 513-514. [4] RM n. 515. [5] RM n. 516.

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