Ritus Servandus

Abaixo segue a tradução do texto latino do Ritus Servandus, feita pelo Padre Jorge Luís. Na tradução que segue oferecemos os textos referentes à Missa Rezada. Os textos em itálico dizem respeito à Missa celebrada pelo Papa, Cardeal, Bispo ou  pelo Abade e equivalente.

RITO QUE DEVE SER OBSERVADO NA CELEBRAÇÃO DA MISSA

Capítulo III
O começo da Missa

1. Tendo o Sacerdote descido ao degrau mais baixo do altar, volta-se para o mesmo altar, onde de pé no meio, com as mãos juntas diante do peito, os dedos estendidos e igualmente juntos, e com o polegar direito sobre o esquerdo a modo de cruz (o que sempre se observa quando as mãos estiverem unidas, exceto após a Consagração), com a cabeça descoberta, feita primeiramente reverência profunda à Cruz ou ao altar, ou se nele estiver o tabernáculo do Santíssimo Sacramento, feita a genuflexão, ereto começa a Missa.

2. Se for celebrar diante do Sumo Pontífice, coloca-se diante do mais baixo degrau do altar do lado do Evangelho antes do mesmo Pontífice, onde espera ajoelhado: recebida a bênção, levanta-se e, estando de pé um pouco voltado para o altar, começa a Missa. Se, porém, for diante de um Cardeal, Legado da Sé Apostólica, ou Patriarca, Arcebispo, e Bispo em suas residências, ou no lugar de sua jurisdição, estando de pé ante o primeiro degrau do altar do lado do Evangelho, como acima, espera: dado o sinal, faz reverência profunda ao Prelado, e voltado para o altar começa a Missa.
    
4. Em seguida, estando o celebrante de pé diante do degrau mais baixo do altar, como acima, diz com voz inteligível: In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amem, fazendo o sinal da cruz com a mão direita, da fronte ao peito. E depois que tiver dito isto, não deve distrair-se com quem quer que esteja celebrando em outro altar, mesmo que se eleve o Sacramento, mas prossegue continuamente a sua Missa até o fim.


E isto deve ser igualmente observado na Missa solene, e também por todos os ministros juntamente.  

5. Quando benze a si mesmo, sempre coloca a esquerda abaixo do peito: nas outras bênçãos, quando está ao altar, e abençoa as oblatas, ou outra coisa, coloca-a sobre o altar, a não ser que outra coisa seja dita. Benzendo a si mesmo, volta para si a palma da mão direita, e com todos os dedos dela juntos e estendidos, faz o sinal da cruz da fronte ao peito, e do ombro esquerdo ao direito. 


Se, porém, abençoa a outros, ou alguma coisa, volta o dedo midinho para aquilo que abençoa, e abençoando estende toda a mão direita, com todos os seus dedos igualmente juntos e estendidos: o que em toda bênção deve ser observado.


6. Depois de dizer: In nomine Patris, etc. como acima, juntando novamente as mãos diante do peito, pronuncia com voz alta a antífona: Introibo ad Altare Dei. O ministro ajoelhado à esquerda atrás dele, e na Missa solene os ministros estando de pé aos lados dele, prosseguem: Ad Deum, qui laetificat iuventutem meam. Depois, estando do mesmo modo de pé, o sacerdote começa e prossegue com o ministro, ou ministros, alternadamente o salmo Judica me, Deus até o fim com o Gloria Patri. O qual terminado, repete a antífona Introibo com os ministros, como acima. 


O salmo nunca deve ser omitido, a não ser nas Missas dos defuntos, e nas Missas do Tempo desde o I Domingo da Paixão até a Quinta-feira in Coena Domini inclusive, nas quais dita apenas uma vez a antífona Introibo com os ministros, como acima, o sacerdote acrescenta imediatamente o V. Adiutorium nostrum, etc. como abaixo. Quando diz o Gloria Patri no fim do salmo, inclina a cabeça à Cruz.

7. Repetida a antífona Introibo, fazendo o sinal da cruz com a mão direita da fronte ao peito, diz V. Adiutorium nostrum R. Qui fecit caelum et terram. Depois se inclinando profundamente para o altar, com as mãos juntas diz: Confiteor Deo, como no Ordo Missae: e do mesmo modo prossegue estando de pé e inclinado, até que seja dito o Misereatur pelo ministro, ou pelos ministros. Quando for começado o Confíteor pelos ministros, se ergue. Quando diz: mea culpa, bate três vezes no peito com a mão direita, com a esquerda posta abaixo do peito.

8. Se celebra diante do Pontífice, Cardeal, Legado da Sé Apostólica, ou Patriarca, Arcebispo e Bispo em suas províncias, cidade ou diocese de sua nomeação, onde se diz: vobis, fratres, diga: tibi, pater; igualmente no fim onde se diz: vos, fratres, diga: te, pater; o que se diz de joelhos ao Sumo Pontífice, aos outros Prelados se diz profundamente inclinado.

9. Quando o ministro, e os demais presentes, respondem o Confiteor, dizem tibi, pater, e te, pater, um pouco voltado para o celebrante (mesmo se estiver presente o Sumo Pontífice).

10. Feita a Confissão pelos circunstantes, o celebrante estando de pé responde: Misereatur vestri, etc. Depois, fazendo o sinal da fronte ao peito com a mão direita, diz: Indulgentiam, etc.; e se for o Bispo, ou Abade, como acima, recebe o manípulo osculando-o no meio. E estando de pé e inclinado com as mãos juntas prossegue: Deus, tu conversus, e o que se segue no Ordo Missae, com voz alta até a oração Aufer a nobis, etc.; e quando diz: Oremus, estende e junta as mãos.

11. E caso se celebre diante do Sumo Pontífice, ou de outros Prelados, como acima, feita a genuflexão ao Sumo Pontífice, e reverência profunda aos outros Prelados, aproxima-se do meio do altar diante do degrau mais baixo, e aí começa ereto: Aufer a nobis, como no Ordo Missae. 
 
12. Às vezes o salmo Iudica me, Deus, com sua antífona, a confissão com a absolvição, os versos seguintes e as orações Aufer a nobis e Oramus te, Domine devem ser omitidas, conforme a norma n. 424 das rubricas. Nestes casos, o celebrante, feita a devida reverência ao altar, sobe a ele sem nada dizer e, deposto o cálice, oscula-se o altar sem nada dizer; depois, a não ser que se faça a incensação, começa a antífona para o Intróito no lado da Epístola, como abaixo.

 

 

ÍNDICE

SIGA-NOS:

  • YouTube
  • Twitter ícone social
  • Pinterest
  • Facebook ícone social

© 2019 Apostolado FERR - Forma Extraordinária do Rito Romano