Ritus Servandus

Abaixo segue a tradução do texto latino do Ritus Servandus, feita pelo Padre Jorge Luís. Na tradução que segue oferecemos os textos referentes à Missa Rezada. Os textos em itálico dizem respeito à Missa celebrada pelo Papa, Cardeal, Bispo ou  pelo Abade e equivalente.

RITO QUE DEVE SER OBSERVADO NA CELEBRAÇÃO DA MISSA

Capítulo I

A preparação do sacerdote celebrante

 

1. O sacerdote que celebrará a Missa dedique um pouco de tempo à oração, utilizando as preces postas abaixo à livre escolha. Em seguida, aproxima-se do local preparado na sacristia ou em outro lugar, onde estarão os paramentos e as outras coisas necessárias para celebração, pega o missal, procura a Missa, passa os olhos do início ao fim e marca o que será rezado. Depois lava as mãos, dizendo a oração colocada abaixo. Em seguida, prepara o cálice (que deve ser ou de ouro, ou de prata, ou ao menos ter a copa de prata dourada na sua parte interna, e ao mesmo tempo com a patena igualmente dourada, consagrado pelo Bispo), sobre a sua boca coloca o sanguíneo limpo, e sobre este a patena com a hóstia íntegra, a qual limpa levemente, se for necessário, dos fragmentos, e a cobre com uma pequena pala de linho, depois com um véu de seda; sobre o véu coloca-se a bolsa da cor dos paramentos contendo o corporal dobrado, que deve ser somente de linho, nem com seda ou com ouro no meio do tecido, mas todo branco, e benzido, juntamente com a pala, pelo Bispo ou por outro que tenha a faculdade.

 

2. Tendo assim disposto, aproxima-se dos paramentos, que não devem estar rasgados, ou danificados, mas íntegros, e decentemente limpos, e ser belos, e também bentos pelo Bispo, ou por outro que tenha a faculdade; tendo já os pés calçados, e estando vestido com as vestes convenientes, cujo exterior atinja pelo menos o calcanhar, veste-se, dizendo as orações próprias para cada peça colocadas abaixo.

 

3. E pega primeiro o amito próximo às extremidades e fitas, oscula-o no meio, onde está a cruz, e coloca-o sobre a cabeça, descendo-o imediatamente até o pescoço, e com ele reveste os colarinhos das vestes, passa as fitas por baixo dos braços, e, circundando as costas, retorna ante o peito, e as amarra. Então se reveste com a alva, colocando-a pela cabeça, depois o braço direito na manga direita, e o braço esquerdo na manga esquerda. Adapta a mesma alva ao corpo, eleva-a na frente, e em ambos os lados, e se cinge com o cíngulo, que é estendido pelo ministro desde suas costas. O ministro eleva a alva sobre o cíngulo ao redor, para que penda de modo descente, e cubra as vestes; e adapta diligentemente sua barra, para que flutue igualmente sobre o solo à largura de um dedo, ou aproximadamente. O sacerdote pega o manípulo, oscula a cruz no meio, e o coloca no braço esquerdo.

Depois, tomando a estola com ambas as mãos, do mesmo modo a oscula, e coloca o seu meio ao pescoço, e coloca-a transversalmente diante do peito a modo de cruz, leva a parte pendente do ombro esquerdo para a direita, e a parte pendente do ombro direito, à esquerda. E assim, une as duas partes da estola com as extremidades do cíngulo, nos dois lados, com próprio cíngulo.

Finalmente o sacerdote pega a casula e, convenientemente, cobre a cabeça.

 

4. Se o celebrante for Bispo, ou Abade consagrado com usus pontificalium, não atravessa a estola ante o peito a modo de cruz, mas deixa que as duas extremidades caiam em ambos os lados; e antes que receba a estola, recebe a pequena cruz peitoral, a qual é osculada, e colocada no pescoço deixa pender ante o peito pelo cordão. Não recebe o manípulo antes da estola, a não ser nas Missas dos defuntos, mas o recebe ao pé do altar, quando na confissão diz Indulgentiam, e o oscula antes.

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